O que Esperar da Primeira Sessão de Psicoterapia: Guia Completo para Iniciantes

Introdução — Por que ler este guia antes da sua primeira sessão?

A primeira sessão de psicoterapia pode gerar sentimentos mistos: curiosidade, expectativa e, muitas vezes, ansiedade. É natural se perguntar como será, o que o terapeuta vai perguntar e como agir. Ter clareza sobre o que esperar da primeira sessão de psicoterapia ajuda a diminuir o nervosismo e a aproveitar melhor o encontro inicial.

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Muitas pessoas chegam à terapia com dúvidas sobre seu funcionamento, imaginando que precisarão expor todos os detalhes da vida logo no primeiro dia ou que o psicólogo dará conselhos prontos. Na prática, a primeira consulta com psicólogo é mais um momento de acolhimento e construção de vínculo do que uma solução imediata.

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Neste guia, você encontrará informações detalhadas, explicadas de forma simples, sobre o que acontece no primeiro atendimento, quais perguntas podem surgir, como se preparar e o que é importante observar no relacionamento com o terapeuta. Assim, você poderá iniciar sua jornada de autoconhecimento com mais segurança e clareza.

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O que é psicoterapia? (conceitos básicos para iniciantes)

A psicoterapia é um processo estruturado de cuidado emocional, conduzido por profissionais qualificados — psicólogos clínicos, psicoterapeutas ou, em alguns casos, psiquiatras que também oferecem atendimento terapêutico.

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O objetivo não se limita a “tratar” problemas emocionais; ela também ajuda a desenvolver habilidades emocionais, melhorar a qualidade de vida e promover autoconhecimento. É um espaço seguro para falar sobre questões íntimas, explorar padrões de pensamento, compreender comportamentos e encontrar novas formas de lidar com dificuldades.

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Existem várias abordagens terapêuticas, como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), que foca na relação entre pensamentos e comportamentos, a psicanálise, que explora vivências passadas e o inconsciente, e abordagens humanistas, que valorizam a autenticidade e a experiência no momento presente. Cada uma tem suas técnicas, mas todas compartilham um ponto comum: a criação de um vínculo de confiança entre paciente e terapeuta.

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Ao entender que a psicoterapia é um processo e não um evento único, você pode encarar a primeira sessão como o início de uma caminhada — e não como um teste ou julgamento.

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Como funciona a primeira sessão de psicoterapia (passo a passo)

Entrar em um consultório — ou acessar uma chamada de vídeo para terapia online — pela primeira vez pode ser uma experiência marcante. Embora cada profissional tenha seu próprio estilo, a primeira sessão de psicoterapia geralmente segue um roteiro que equilibra acolhimento, coleta de informações e definição de expectativas.

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1. Acolhimento e apresentação

Nos primeiros minutos, o terapeuta busca criar um clima de segurança e confiança. Pode haver uma breve apresentação sobre sua formação e abordagem, além de explicações sobre como funcionam as sessões. Esse momento inicial não é apenas formalidade — ele é essencial para que você perceba se se sente à vontade no ambiente e com o profissional.

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2. Anamnese: levantamento de histórico

O termo “anamnese” se refere à coleta de informações relevantes para compreender o motivo que o levou à terapia. É comum que o psicólogo pergunte sobre:

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  • Situação atual que motivou a busca por atendimento.
  • Histórico de saúde física e mental.
  • Relações familiares, profissionais e sociais.
  • Eventos importantes ao longo da vida.
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Essas perguntas ajudam a criar um panorama inicial, mas não exigem que você compartilhe tudo de uma vez.

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3. Definição de objetivos e expectativas

O terapeuta pode perguntar o que você espera alcançar. Alguns pacientes buscam aliviar sintomas como ansiedade ou insônia; outros querem entender padrões de comportamento ou desenvolver habilidades emocionais. Ter clareza (mesmo que parcial) sobre seus objetivos facilita a definição de um plano terapêutico.

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4. Explicação da abordagem terapêutica

Após ouvir suas demandas, o profissional explica brevemente como trabalha. Isso inclui métodos utilizados, dinâmica das sessões e, às vezes, tarefas entre encontros. É um espaço para que você entenda a lógica por trás do processo e avalie se ela combina com seu perfil.

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5. Contrato terapêutico, consentimento e políticas

A maioria dos profissionais apresenta as regras básicas do atendimento:

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  • Confidencialidade e seus limites legais.
  • Duração e frequência das sessões.
  • Política de cancelamentos e reagendamentos.
  • Valores, formas de pagamento e reembolso (se aplicável).
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Alguns também pedem a assinatura de um termo de consentimento, especialmente em atendimentos online, para formalizar o sigilo e os direitos do paciente.

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6. Encerramento e próximos passos

Ao final, o terapeuta pode resumir o que foi discutido, propor a frequência dos encontros e, se necessário, indicar leituras, reflexões ou pequenas tarefas para a semana. Esse fechamento ajuda a dar direção e continuidade ao processo.

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Dica: a primeira sessão é tanto uma avaliação do profissional sobre você quanto sua avaliação sobre o profissional. Observe se há empatia, clareza e respeito na comunicação.

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O que o terapeuta pode perguntar na primeira consulta com psicólogo

Muitas pessoas chegam à primeira sessão de psicoterapia imaginando que serão “testadas” ou que o psicólogo fará perguntas extremamente íntimas logo de início. Na prática, as perguntas têm um propósito claro: compreender o contexto da sua vida, identificar necessidades e orientar a abordagem do tratamento.

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Não existe um roteiro fixo, mas é comum que a conversa inicial aborde tópicos como:

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  • Motivo da procura: O que fez você decidir iniciar a terapia agora? Houve algum evento específico?
  • Histórico de saúde mental: Você já fez terapia antes? Algum diagnóstico ou tratamento anterior?
  • Saúde física: Doenças, medicações, hábitos de sono, alimentação e exercícios.
  • Vida pessoal e social: Relações familiares, amizades, vida afetiva, ambiente de trabalho ou estudo.
  • Situações recentes: Mudanças, perdas, estresse, conflitos ou desafios importantes.
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Além disso, alguns psicólogos utilizam questionários ou escalas para avaliar sintomas como ansiedade, depressão, estresse ou burnout. Isso não é um teste “certo ou errado”, mas um recurso para mapear sua situação de forma objetiva.

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É importante lembrar que você tem o direito de não responder a algo caso não se sinta pronto(a). A terapia é um processo gradual e seu ritmo deve ser respeitado. Muitas vezes, informações mais delicadas só são compartilhadas conforme o vínculo de confiança cresce.

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Exemplo prático:Um paciente que busca terapia por insônia pode ser perguntado sobre rotina noturna, consumo de café, níveis de estresse no trabalho e histórico familiar de ansiedade. Esse mapeamento inicial ajuda o terapeuta a diferenciar causas emocionais de fatores biológicos ou de estilo de vida.

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O que você pode (e deve) perguntar na primeira sessão

Assim como o terapeuta fará perguntas para entender melhor sua história e contexto, você também pode — e deve — fazer perguntas para compreender o trabalho do profissional e se sentir seguro(a) com a escolha. A primeira sessão de psicoterapia é um espaço para estabelecer transparência e alinhamento de expectativas.

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Perguntas sobre a abordagem e experiência do profissional

  • Qual é a sua formação e especialização?
  • Qual abordagem terapêutica você utiliza (TCC, psicanálise, humanista, integrativa, etc.) e como ela funciona na prática?
  • Você já trabalhou com casos semelhantes ao meu?
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Essas perguntas ajudam a entender se o método do profissional é compatível com a sua forma de pensar e com os objetivos que você busca.

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Perguntas sobre o processo terapêutico

  • Com que frequência recomenda as sessões no meu caso?
  • Como será estruturado o acompanhamento?
  • Haverá tarefas ou reflexões para fazer entre as sessões?
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Isso permite prever a dinâmica do tratamento e se preparar para compromissos fora do consultório.

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Perguntas sobre aspectos éticos e práticos

  • Como funciona a confidencialidade e em quais situações o sigilo pode ser quebrado?
  • Qual é a política de cancelamento ou reagendamento?
  • Quais são as formas de pagamento aceitas e se há possibilidade de reembolso via plano de saúde?
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Saber essas informações no início evita mal-entendidos e ajuda a organizar seu compromisso de forma responsável.

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Importante: fazer perguntas não significa desconfiar do terapeuta; pelo contrário, demonstra interesse e engajamento no próprio processo. Um bom profissional valoriza pacientes que participam ativamente dessa construção.

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Como se preparar para a primeira sessão de psicoterapia (checklist rápido)

Chegar à primeira sessão com um mínimo de preparação pode ajudar a aproveitar melhor o tempo com o terapeuta e reduzir a ansiedade inicial. A ideia não é ensaiar respostas ou “ir pronto”, mas sim ter clareza sobre pontos importantes que podem ser abordados.

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1. Reflita sobre seus motivos e objetivos

Pergunte a si mesmo: “O que me trouxe até aqui?”Não é necessário ter uma resposta perfeita, mas anotar ideias ajuda. Exemplos:

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  • Desejo entender por que estou me sentindo tão ansioso ultimamente.
  • Quero lidar melhor com conflitos no trabalho.
  • Preciso superar uma perda recente.
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Ter ao menos um objetivo inicial dá direção à conversa e permite ao terapeuta adaptar sua abordagem.

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2. Organize informações de saúde

O terapeuta pode perguntar sobre:

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  • Medicações que você utiliza (nome, dosagem, motivo).
  • Condições médicas atuais ou passadas.
  • Histórico familiar de transtornos mentais.
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Ter esses dados à mão evita esquecimentos e agiliza a anamnese.

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3. Lembre de eventos e marcos importantes

Faça uma lista mental ou escrita de acontecimentos que marcaram sua vida — positivos ou negativos — e que podem estar ligados ao motivo da terapia. Isso ajuda o terapeuta a entender seu contexto.

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4. Defina expectativas realistas

A psicoterapia é um processo contínuo. Na primeira sessão, dificilmente haverá soluções prontas, mas você pode esperar:

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  • Um espaço de escuta sem julgamentos.
  • Orientações iniciais.
  • Um plano de acompanhamento.
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5. Aspectos práticos

  • Horário: chegue com alguns minutos de antecedência, seja presencial ou online.
  • Ambiente: se for telepsicologia, escolha um local privado e silencioso.
  • Conforto: vista-se de forma que se sinta à vontade.
  • Materiais: leve caderno ou celular para anotar informações importantes, se quiser.
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Confidencialidade e privacidade: o que esperar do sigilo profissional

O sigilo é um dos pilares da psicoterapia. Desde o primeiro contato, o paciente tem o direito de saber que todas as informações compartilhadas serão protegidas e não poderão ser divulgadas sem consentimento. Essa segurança é fundamental para criar um ambiente de confiança, no qual seja possível falar livremente sobre questões íntimas e sensíveis.

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Como funciona o sigilo profissional

O Código de Ética Profissional do Psicólogo estabelece que tudo o que é dito durante as sessões deve permanecer restrito ao espaço terapêutico. Isso inclui relatos pessoais, dados médicos, informações sobre familiares e qualquer outro conteúdo discutido.A quebra de sigilo só é permitida em casos específicos previstos por lei, como:

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  • Situações de risco iminente à vida do próprio paciente ou de terceiros.
  • Determinações judiciais.
  • Necessidade de comunicação a outros profissionais da saúde, com autorização expressa do paciente.
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Proteção de dados e registros

No contexto atual, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) também orienta práticas seguras no tratamento de informações. Isso significa que:

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  • Prontuários e anotações devem ser armazenados de forma segura (arquivos físicos trancados ou sistemas digitais protegidos por senha).
  • O compartilhamento de dados com outros profissionais exige consentimento formal.
  • O paciente pode solicitar acesso, correção ou exclusão de informações pessoais.
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Psicoterapia online e segurança digital

Na telepsicologia, o cuidado com a privacidade ganha atenção extra. Bons profissionais utilizam:

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  • Plataformas seguras e aprovadas pelos Conselhos de Psicologia.
  • Conexão criptografada para videochamadas.
  • Orientações ao paciente para garantir que as sessões ocorram em um ambiente privado e sem interrupções.
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Exemplo real: Em um caso de terapia online, uma paciente solicitou que parte de seu histórico fosse compartilhada com um psiquiatra. O terapeuta pediu autorização por escrito e enviou apenas as informações necessárias, preservando todo o restante do conteúdo das sessões.

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Primeira sessão de terapia online (telepsicologia) vs. presencial

Nos últimos anos, a telepsicologia deixou de ser apenas uma alternativa e passou a ser uma forma consolidada de atendimento psicológico. Ainda que o objetivo — oferecer suporte emocional e promover saúde mental — seja o mesmo, a experiência de uma primeira sessão online apresenta diferenças relevantes em relação ao modelo presencial.

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Diferenças no ambiente e na logística

No atendimento presencial, o paciente se desloca até o consultório, onde o espaço físico é preparado para transmitir acolhimento e privacidade. Já no atendimento online, a responsabilidade por criar esse ambiente é dividida: o terapeuta garante segurança tecnológica e o paciente cuida de estar em um local privado e silencioso.Enquanto no consultório não é preciso se preocupar com ruídos externos ou quedas de conexão, no formato virtual esses aspectos devem ser antecipados — por exemplo, testando a internet antes e usando fones de ouvido para reduzir distrações.

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Requisitos técnicos mínimos

Para que a sessão online tenha qualidade equivalente à presencial, é importante garantir:

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  • Conexão estável de internet, preferencialmente via cabo ou Wi-Fi de boa velocidade.
  • Dispositivo com câmera e microfone funcionando corretamente.
  • Uso de plataformas seguras, aprovadas por Conselhos de Psicologia, que ofereçam criptografia de ponta a ponta.
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Em alguns casos, o terapeuta fornece um link fixo ou sala virtual com senha, para maior segurança.

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Privacidade e segurança

Na modalidade presencial, o sigilo é protegido pelo próprio ambiente do consultório. No online, é essencial que o paciente esteja sozinho ou em local onde não possa ser ouvido, evitando espaços públicos ou com circulação de pessoas. Uma dica é usar fones intra-auriculares, que reduzem o risco de terceiros ouvirem a conversa.

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Vantagens e limitações de cada formato

AspectoPresencialOnline
Contato humanoPresença física facilita leitura de linguagem corporal completaBoa leitura facial, mas percepção corporal limitada
LogísticaExige deslocamentoPode ser feito de qualquer lugar
InfraestruturaAmbiente preparado pelo terapeutaDepende da preparação do paciente
AcessibilidadeMais difícil para pessoas com mobilidade reduzida ou que moram longeAmplia acesso a profissionais de outras cidades e países
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Exemplo real: Uma paciente que mora em área rural conseguiu manter acompanhamento semanal com uma psicóloga especializada em trauma graças ao atendimento online, algo que seria inviável presencialmente devido à distância.

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Psicólogo, psicoterapeuta e psiquiatra: diferenças essenciais

Embora esses três profissionais estejam ligados à saúde mental, cada um possui formação acadêmica, atribuições legais e métodos de trabalho distintos. Entender essas diferenças ajuda a buscar o atendimento mais adequado às suas necessidades desde a primeira sessão.

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Psicólogo

  • Formação: Graduação em Psicologia (5 anos no Brasil), com registro no Conselho Regional de Psicologia (CRP).
  • Atuação: Avalia, diagnostica e trata questões emocionais, comportamentais e cognitivas.
  • Recursos: Utiliza técnicas psicológicas e abordagens terapêuticas (como TCC, psicanálise, terapia humanista, etc.).
  • Prescrição de medicamentos: Não é permitido por lei no Brasil.
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Psicoterapeuta

  • Formação: Pode ser psicólogo, psiquiatra ou outro profissional de saúde com especialização em psicoterapia (por exemplo, médicos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais com formação complementar).
  • Atuação: Foco no processo terapêutico para desenvolvimento pessoal e tratamento de sofrimentos emocionais.
  • Observação: No Brasil, a prática da psicoterapia é regulada principalmente para psicólogos e médicos; outros profissionais devem seguir regras específicas de seus conselhos.
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Psiquiatra

  • Formação: Médico especializado em Psiquiatria (6 anos de medicina + 3 anos de residência ou especialização).
  • Atuação: Diagnostica e trata transtornos mentais, podendo prescrever medicamentos e acompanhar quadros clínicos.
  • Recursos: Combina farmacoterapia (uso de medicamentos) e, em alguns casos, psicoterapia.
  • Indicação: Essencial em quadros que exigem avaliação médica ou ajuste medicamentoso, como depressão grave, transtorno bipolar, esquizofrenia e ansiedade severa.
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ProfissionalFormaçãoPode prescrever medicamentos?Foco principal
PsicólogoPsicologia (graduação)NãoTerapia e intervenção psicológica
PsicoterapeutaPsicologia, medicina ou outra área com especializaçãoDepende da formação basePsicoterapia e desenvolvimento pessoal
PsiquiatraMedicina + especialização em psiquiatriaSimDiagnóstico médico e tratamento medicamentoso
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Exemplo prático: Um paciente com sintomas de ansiedade leve pode iniciar com um psicólogo. Caso surjam sinais de depressão moderada a grave, o psicólogo pode indicar acompanhamento conjunto com um psiquiatra para avaliação medicamentosa.

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O que é normal sentir durante e após a primeira sessão

A primeira sessão de psicoterapia costuma despertar uma mistura de emoções — algumas esperadas, outras surpreendentes. Saber que essas reações são comuns ajuda a não criar expectativas irreais ou se preocupar à toa.

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Durante a sessão

É frequente sentir alívio por finalmente falar sobre assuntos que estavam guardados. Ao mesmo tempo, pode haver nervosismo ou timidez nos primeiros minutos, especialmente se nunca se fez terapia antes. Algumas pessoas também experimentam:

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  • Choro espontâneo ao tocar em questões sensíveis.
  • Dificuldade em organizar os pensamentos, já que é o primeiro contato e muitas informações precisam ser compartilhadas.
  • Sensação de vulnerabilidade, por estar falando com alguém que ainda é um desconhecido.
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O terapeuta está preparado para lidar com essas situações e conduzir a conversa no seu ritmo, sem pressão para revelar mais do que você se sinta confortável.

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Após a sessão

Ao sair (ou encerrar a chamada, no caso de terapia online), é normal:

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  • Sentir leve cansaço mental, pois a reflexão emocional exige energia.
  • Manter o pensamento “rodando” sobre temas discutidos, gerando novas percepções.
  • Experimentar alívio emocional, por ter iniciado um processo de cuidado.
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Em alguns casos, principalmente quando se fala de assuntos difíceis, pode haver um aumento temporário da ansiedade ou tristeza. Isso geralmente é passageiro e faz parte do processo de elaboração.

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Quando ficar atento

Se a sessão deixar uma sensação de julgamento, insegurança ou falta de respeito, vale refletir se o vínculo terapêutico está adequado. A relação de confiança é essencial para que a terapia funcione, e não há problema em buscar outro profissional caso não se sinta confortável.

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Importante: sentir-se desconfortável em algum momento não significa que a terapia não serve para você; muitas vezes, isso faz parte de mexer em áreas que precisam de atenção. O ponto central é se esse desconforto ocorre em um contexto de cuidado e acolhimento.

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Aliança terapêutica: sinais de uma boa conexão (e sinais de alerta)

A aliança terapêutica é o vínculo de colaboração e confiança entre paciente e terapeuta. Mais do que “gostar” do profissional, trata-se de sentir que existe respeito mútuo, abertura para falar sobre qualquer tema e alinhamento sobre os objetivos da terapia. Essa conexão é um dos fatores mais determinantes para o sucesso do tratamento, independentemente da abordagem utilizada.

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Sinais de uma boa aliança terapêutica

  • Escuta ativa: o terapeuta demonstra atenção genuína ao que você diz, sem interrupções desnecessárias ou julgamentos.
  • Respeito e empatia: há acolhimento mesmo quando o assunto é difícil ou sensível.
  • Clareza na comunicação: o profissional explica termos técnicos, propósitos de exercícios e o andamento do processo.
  • Colaboração nas metas: você participa da definição de objetivos e sente que suas prioridades são consideradas.
  • Flexibilidade: adaptações são feitas conforme suas necessidades e ritmo emocional.
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Sinais de alerta (red flags)

  • Promessas de cura rápida ou garantias absolutas: a psicoterapia é um processo, e qualquer promessa de resultado certo ou prazo exato pode indicar falta de ética.
  • Julgamentos e críticas pessoais: o espaço terapêutico não deve reforçar culpas ou inferioridade.
  • Quebra de sigilo sem justificativa legal: violar a confidencialidade sem motivos previstos em lei é grave.
  • Pressão indevida para continuar ou aumentar a frequência: decisões sobre continuidade devem ser compartilhadas, não impostas.
  • Falta de transparência sobre valores e políticas: a clareza sobre condições de atendimento deve estar presente desde o início.
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Importante: caso algo incomode ou gere insegurança, converse com o terapeuta. Muitas vezes, ajustes na forma de condução ou na comunicação fortalecem a aliança. Se, mesmo após conversar, o desconforto persistir, é legítimo buscar outro profissional.

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Métodos que podem aparecer já na sessão inicial (o que esperar)

Embora a primeira sessão de psicoterapia seja, na maioria das vezes, voltada à escuta e ao levantamento de informações, alguns profissionais já utilizam técnicas ou intervenções iniciais que fazem parte de sua abordagem. Isso não significa iniciar um tratamento intensivo logo de cara, mas sim introduzir recursos que ajudem o paciente a compreender melhor o processo e a se sentir acolhido.

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Principais abordagens e o que esperar

  • Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC)Pode incluir a identificação de pensamentos automáticos e distorções cognitivas, bem como a proposta de um registro simples para observar situações que causam desconforto.
  • Psicodinâmica / PsicanáliseGeralmente explora sua história de vida, relações significativas e padrões emocionais recorrentes. O terapeuta pode apontar conexões iniciais entre eventos passados e seu estado atual.
  • Terapia Humanista / ExperiencialEnvolve a exploração do momento presente, valorizando as emoções que surgem durante a conversa e incentivando a autenticidade na expressão.
  • ACT (Terapia de Aceitação e Compromisso)Pode trazer exercícios breves de atenção plena (mindfulness) e reflexões sobre valores pessoais, mesmo na primeira sessão.
  • EMDR (Dessensibilização e Reprocessamento por Movimento Ocular)Caso seja indicado para traumas, o terapeuta pode explicar o método e, em alguns casos, iniciar uma sessão preparatória de estabilização emocional.
  • Terapia Breve Focada em SoluçõesPode incluir perguntas direcionadas para identificar recursos pessoais e definir metas de curto prazo logo no início.
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Por que alguns métodos surgem já no primeiro encontro

  • Ajudam o paciente a visualizar a forma de trabalho do profissional.
  • Permitem alívio inicial de sintomas (mesmo que pequeno).
  • Criam um sentimento de progresso desde o início, fortalecendo o engajamento.
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Nota importante: nem sempre a primeira sessão terá técnicas aplicadas. O uso desses recursos depende do estilo do terapeuta, da urgência do caso e do nível de abertura do paciente para intervir já no primeiro encontro.

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Avaliações e formulários na sessão inicial de psicoterapia

Em muitos atendimentos, a primeira sessão não se resume apenas à conversa direta entre paciente e terapeuta — ela pode incluir avaliações estruturadas, formulários ou questionários. Esses instrumentos servem para coletar dados de forma mais objetiva e complementar a escuta clínica.

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Tipos de formulários mais comuns

  • Ficha de anamnese: reúne informações pessoais, histórico médico, dados de contato e informações de emergência.
  • Termo de consentimento informado: documento que explica a confidencialidade, seus limites e a política de atendimento, garantindo que o paciente esteja ciente e de acordo com o processo.
  • Questionários de triagem: podem avaliar sintomas específicos, como ansiedade, depressão ou estresse, usando escalas validadas (ex.: Inventário Beck de Depressão, Escala de Ansiedade de Hamilton).
  • Formulários de autorrelato: ajudam a identificar hábitos, comportamentos e percepções subjetivas do paciente sobre si mesmo.
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Por que esses instrumentos são usados

  • Padronização: facilitam a comparação de informações ao longo do tratamento.
  • Complemento da anamnese: fornecem dados que podem não surgir espontaneamente na conversa.
  • Base para decisões terapêuticas: ajudam o terapeuta a escolher a abordagem mais adequada.
  • Registro formal: garantem organização e respaldo ético e legal do atendimento.
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O que esperar ao preencher

O tempo para responder a esses materiais varia de alguns minutos a meia hora, dependendo da complexidade. Alguns terapeutas enviam formulários antes da primeira sessão, para otimizar o tempo do encontro; outros preferem aplicar durante ou após a conversa inicial, para já esclarecer dúvidas em tempo real.

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Exemplo prático: Um paciente com queixas de ansiedade preenche o Inventário Beck de Ansiedade (BAI) no início do tratamento. Após 8 semanas, o mesmo questionário é reaplicado, permitindo medir objetivamente a redução dos sintomas.

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Custos, recibos e reembolso: o que perguntar sem constrangimento

Falar sobre valores e condições financeiras na primeira sessão de psicoterapia pode parecer desconfortável para alguns pacientes, mas é fundamental para evitar surpresas e garantir que o tratamento seja viável a longo prazo. Profissionais sérios tratam esses assuntos com clareza e transparência, e você tem todo o direito de obter essas informações antes de confirmar o início do acompanhamento.

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Perguntas essenciais sobre custos

  • Qual é o valor por sessão? Entenda se o preço é fixo ou pode variar conforme a duração ou o formato (presencial/online).
  • A sessão inicial tem valor diferente? Alguns profissionais cobram menos ou oferecem uma consulta exploratória mais acessível.
  • Há pacotes de atendimento ou descontos para pagamentos adiantados? Pode ser útil para quem pretende manter a terapia por um período prolongado.
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Recibos e reembolso por convênio

  • Recibo simples: documento que comprova o pagamento, útil para controle pessoal.
  • Recibo com dados do profissional e do paciente: exigido para reembolso por planos de saúde. Deve conter nome completo, CPF, número do CRP do psicólogo, datas e valores.
  • Faturas mensais: em casos de pagamento agrupado, alguns terapeutas fornecem faturas detalhadas.
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Se você pretende solicitar reembolso ao plano de saúde, pergunte:

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  • O profissional fornece recibo conforme exigências do convênio?
  • Existe algum código de procedimento (ex.: Terapia – código 40808512 na TUSS) que precise constar no documento?
  • Qual é o prazo de emissão do recibo após o pagamento?
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Política de cancelamentos e faltas

  • Prazo para avisar: muitos profissionais pedem de 24 a 48 horas de antecedência.
  • Cobrança de faltas: em geral, a sessão não cancelada dentro do prazo é cobrada integralmente, pois o horário estava reservado para você.
  • Remarcação: alguns terapeutas permitem trocar o horário na mesma semana, dependendo da agenda.
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Dica prática: Anote todas as informações financeiras já na primeira sessão e, se possível, guarde recibos digitalizados para facilitar solicitações de reembolso.

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Aspectos práticos e etiqueta da primeira sessão

Além do conteúdo da conversa, existem detalhes práticos que ajudam a tornar a primeira sessão de psicoterapia mais tranquila e produtiva. Esses cuidados demonstram respeito pelo seu próprio processo e pelo trabalho do profissional, além de facilitar a construção de um ambiente de confiança desde o início.

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Pontualidade

Chegar no horário combinado é fundamental, tanto presencialmente quanto online. Em geral, a sessão dura 45 a 60 minutos, e atrasos reduzem o tempo disponível para a conversa, podendo comprometer o aproveitamento. No atendimento remoto, conecte-se alguns minutos antes para testar áudio, vídeo e internet.

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Aparelhos eletrônicos

Manter o celular no modo silencioso evita interrupções e mantém o foco no diálogo. Se precisar usá-lo para anotações, avise ao terapeuta para que ele entenda que não se trata de distração.

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Conforto pessoal

Use roupas confortáveis e que permitam liberdade de movimento. Levar uma garrafa de água ou lenços de papel pode ser útil — especialmente se você sabe que falará de temas emocionais.

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Postura e comunicação

A terapia é um espaço sem julgamentos, mas falar de forma clara e honesta, mesmo que sobre coisas difíceis, favorece a compreensão do terapeuta sobre seu caso. Se não souber como expressar algo, diga isso — o profissional está ali para ajudar a organizar seus pensamentos.

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Pausas emocionais

Se a conversa tocar em assuntos sensíveis, é natural precisar de uma pausa. Não há problema em respirar fundo, tomar água ou se recolher por alguns segundos. Terapeutas estão preparados para respeitar esses momentos e retomar quando você se sentir pronto.

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Dica: Levar um pequeno caderno ou aplicativo de notas pode ajudar a registrar percepções, recomendações e pontos para discutir nas próximas sessões.

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Primeira sessão de psicoterapia para públicos e demandas específicas

Embora a estrutura básica da primeira sessão seja semelhante para todos, cada perfil de paciente e cada demanda clínica podem exigir adaptações na condução e no foco da conversa. Reconhecer essas diferenças ajuda o paciente a se preparar e o terapeuta a criar um ambiente de acolhimento e eficácia desde o início.

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Adolescentes e responsáveis

No atendimento de adolescentes, é comum que o terapeuta reserve um momento inicial para conversar com os pais ou responsáveis, explicando como funcionará a terapia, quais informações podem ser compartilhadas e como será preservada a privacidade do jovem.

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  • Consentimento: No Brasil, menores de idade precisam de autorização de um responsável legal para iniciar atendimento.
  • Sigilo parcial: O terapeuta preserva a confidencialidade dos temas tratados, mas comunica aos responsáveis qualquer situação que envolva risco à vida ou integridade do adolescente.
  • Linguagem e abordagem: Uso de exemplos práticos e metáforas para facilitar a compreensão.
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Casais e famílias

Na terapia de casal ou familiar, a primeira sessão normalmente inclui todos os envolvidos para apresentar objetivos, ouvir cada parte e estabelecer regras de comunicação.

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  • Turnos de fala: O terapeuta garante que todos possam se expressar sem interrupções.
  • Acordos iniciais: Definição de temas prioritários e limites para evitar discussões improdutivas.
  • Foco no sistema: A análise se concentra na interação e não apenas no comportamento individual.
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Situações de luto, trauma ou crise

Pacientes que chegam à primeira sessão vivendo um luto recente ou um evento traumático podem receber intervenções mais focadas na estabilização emocional e no manejo imediato de sintomas, antes de aprofundar na história.

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  • Psicoeducação: Explicações sobre reações normais ao trauma.
  • Técnicas de regulação: Exercícios de respiração, grounding ou mindfulness.
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Diversidade e inclusão

No atendimento a pessoas LGBTQIA+, indivíduos de diferentes culturas ou minorias sociais, a primeira sessão deve incluir uma postura afirmativa e informada.

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  • Acolhimento culturalmente sensível: Reconhecimento de contextos de discriminação e preconceito.
  • Evitar pressupostos: Perguntas abertas e não direcionadas sobre identidade, relacionamentos e vivências.
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Idosos e condições médicas

Em casos de pacientes idosos ou com doenças crônicas, o terapeuta pode precisar ajustar o ritmo, usar recursos visuais ou de memória e, quando necessário, coordenar o cuidado com outros profissionais de saúde.

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  • Atenção à acessibilidade: Ajuste do local, iluminação, som e materiais para facilitar a participação.
  • Integração com tratamento médico: Solicitação de informações para alinhar condutas.
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Exemplo real: Uma paciente com mobilidade reduzida iniciou a terapia online e, já na primeira sessão, o terapeuta adaptou a duração para 40 minutos com pausas estratégicas, evitando fadiga e garantindo aproveitamento.

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Integração com psiquiatria, exames e outros profissionais

Nem sempre a psicoterapia é um processo isolado. Em muitos casos, ela faz parte de um plano integrado de cuidados, no qual diferentes profissionais trabalham de forma coordenada para oferecer ao paciente o suporte mais completo possível. Essa integração pode começar já na primeira sessão, especialmente se houver indicações clínicas que justifiquem o acompanhamento multidisciplinar.

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Quando considerar a avaliação psiquiátrica

O psicólogo pode sugerir uma consulta com psiquiatra se perceber sinais de que o tratamento se beneficiaria de avaliação médica ou uso de medicação. Isso costuma ocorrer quando há:

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  • Sintomas graves ou persistentes de depressão, ansiedade ou transtorno bipolar.
  • Crises de pânico frequentes ou de intensidade elevada.
  • Insônia severa ou alterações extremas de apetite.
  • Episódios psicóticos ou alterações significativas de percepção da realidade.
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Nesse caso, a psicoterapia continua, mas com suporte da farmacoterapia para estabilizar sintomas e facilitar o trabalho emocional.

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Exames e encaminhamentos

Em alguns contextos, o terapeuta pode recomendar exames para descartar causas orgânicas que possam influenciar o quadro emocional, como:

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  • Alterações hormonais (ex.: TSH para problemas de tireoide).
  • Deficiências nutricionais (ex.: vitamina B12, vitamina D, ferro).
  • Exames de sono (ex.: polissonografia) em casos de insônia crônica.
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O objetivo é garantir que aspectos físicos não estejam agravando a saúde mental e que o tratamento seja realmente direcionado ao que precisa de atenção.

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Comunicação entre profissionais

Quando há necessidade de troca de informações entre psicólogo, psiquiatra, médico clínico ou outros especialistas, é fundamental o consentimento formal do paciente. Essa comunicação deve ser:

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  • Objetiva: focada nas informações necessárias para o cuidado.
  • Segura: feita por canais protegidos, evitando riscos à privacidade.
  • Registrada: mantendo cópia de encaminhamentos e relatórios trocados.
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Exemplo prático: Um paciente em psicoterapia para ansiedade grave é encaminhado ao psiquiatra. Após a avaliação, o psiquiatra envia ao psicólogo (com autorização do paciente) um relatório sobre a medicação prescrita, para que ambos acompanhem a evolução de forma integrada.

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E se eu não me sentir à vontade? Como trocar de terapeuta com respeito

Nem sempre o primeiro profissional que você escolhe será a melhor opção para acompanhar o seu processo terapêutico. Isso é absolutamente normal e não significa que a terapia “não funciona” para você. O encaixe terapêutico é essencial, e, se ele não acontece, é possível mudar de terapeuta de forma ética e respeitosa.

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Reconhecendo sinais de desalinhamento

  • Falta de conexão ou empatia: você sente que não está sendo compreendido ou que a escuta não é genuína.
  • Estilos incompatíveis: a abordagem do terapeuta pode ser muito diretiva para quem prefere mais liberdade, ou muito aberta para quem precisa de estrutura.
  • Desconforto persistente: não se trata de lidar com temas difíceis (o que é normal na terapia), mas sim de se sentir inseguro ou julgado durante as sessões.
  • Falta de clareza no processo: o profissional não explica objetivos, metodologia ou não dá espaço para suas perguntas.
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Como comunicar sua decisão

  • Seja claro e direto: você pode explicar que sente que precisa buscar outro profissional que se encaixe melhor com suas necessidades.
  • Agradeça pelo trabalho realizado: reconheça o esforço e o tempo investido pelo terapeuta.
  • Peça encaminhamento: caso se sinta à vontade, solicite indicação de outros profissionais que possam atender seu perfil ou sua demanda.
  • Formalize o encerramento: algumas clínicas pedem confirmação por e-mail ou mensagem, especialmente quando há contrato formal.
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Por que falar sobre isso é importante

Encerrar o processo sem comunicar pode deixar questões em aberto e interromper de forma abrupta um trabalho que, mesmo curto, pode ter valor. Além disso, dar esse feedback ajuda o terapeuta a entender suas necessidades e, quem sabe, até sugerir ajustes que permitam continuar o atendimento de forma mais adequada.

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Nota: trocar de terapeuta não é um “fracasso” — é parte de encontrar o espaço certo para seu crescimento emocional. Profissionais éticos compreendem e respeitam essa escolha.

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Como medir progresso após a primeira sessão (metas claras)

A primeira sessão de psicoterapia é apenas o ponto de partida. Para que o processo seja realmente eficaz, é importante ter métodos de acompanhamento que permitam perceber avanços — mesmo que sutis — ao longo do tempo. Isso evita frustrações e ajuda a manter a motivação.

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Definindo metas iniciais

O terapeuta pode ajudar você a estabelecer metas SMART (Específicas, Mensuráveis, Alcançáveis, Relevantes e Temporais). Por exemplo:

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  • “Reduzir ataques de pânico de 3 por semana para 1 por semana em 2 meses.”
  • “Melhorar a qualidade do sono, dormindo pelo menos 7 horas por noite em até 6 semanas.”
  • “Praticar comunicação assertiva em pelo menos 2 conversas difíceis no próximo mês.”
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Essas metas são revisadas periodicamente para verificar avanços ou ajustar o foco.

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Indicadores subjetivos e objetivos

  • Subjetivos: humor geral, sensação de controle sobre a vida, capacidade de lidar com situações de estresse.
  • Objetivos: frequência de sintomas, adesão a tarefas terapêuticas, qualidade do sono, desempenho no trabalho ou nos estudos.Registrar esses indicadores em um diário ou aplicativo pode facilitar a percepção de evolução.
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Reavaliações periódicas

Alguns terapeutas aplicam questionários no início e após alguns meses de tratamento para medir mudanças. Mesmo sem instrumentos formais, revisitar os objetivos iniciais e refletir sobre o que mudou ajuda a consolidar o progresso.

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Importante: progresso não é sempre linear. É normal ter períodos de estagnação ou até retrocessos temporários. O essencial é manter consistência e ajustar estratégias conforme necessário.

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Próximos passos: o que esperar das sessões seguintes

Após a primeira sessão de psicoterapia, o trabalho começa a ganhar forma. Embora cada abordagem e cada profissional tenham seu próprio ritmo, há alguns elementos comuns que ajudam a entender como será o andamento do tratamento e o que esperar do processo.

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Estrutura do plano terapêutico

Normalmente, o terapeuta apresenta — ou constrói junto com você — um plano inicial, que pode incluir:

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  • Frequência dos encontros: semanal é o mais comum, mas casos específicos podem pedir intervalos maiores ou menores.
  • Metas de curto, médio e longo prazo: algumas focadas na redução de sintomas, outras no desenvolvimento de habilidades e mudanças de comportamento.
  • Tarefas e reflexões: exercícios práticos, leituras ou registros para serem feitos entre as sessões, quando compatível com a abordagem.
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Dinâmica das sessões

  • Sessões iniciais: aprofundam a anamnese, explorando mais detalhes da história de vida e dos problemas atuais.
  • Sessões intermediárias: trabalham intervenções, técnicas e ferramentas para lidar com os desafios identificados.
  • Sessões de reavaliação: a cada certo período, terapeuta e paciente revisam os avanços, ajustam objetivos e redefinem estratégias.
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Adaptação ao processo

Nos primeiros encontros, é comum que ajustes sejam feitos no formato ou no foco do tratamento, conforme você e o terapeuta se conhecem melhor. Por exemplo:

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  • Mudança na frequência das sessões para acompanhar evolução ou lidar com crises.
  • Introdução de técnicas diferentes quando as iniciais não trazem o resultado esperado.
  • Inclusão de novos objetivos à medida que necessidades emergem.
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Expectativas realistas

É importante entender que a psicoterapia raramente produz resultados imediatos. Muitas mudanças são graduais e sutis no início, mas se acumulam com o tempo.O progresso depende tanto da qualidade do trabalho em sessão quanto do engajamento fora dela.

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Resumo: as sessões seguintes aprofundam o vínculo terapêutico, ampliam a compreensão dos problemas e constroem, passo a passo, caminhos práticos para lidar com eles.

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Mitos comuns sobre a primeira sessão de terapia

A primeira sessão de psicoterapia costuma gerar expectativas que nem sempre correspondem à realidade. Isso acontece porque muitas pessoas se baseiam em relatos de terceiros, filmes ou até em ideias preconcebidas sobre como funciona o atendimento psicológico. Conhecer e desconstruir esses mitos ajuda a entrar no processo com uma visão mais realista e produtiva.

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“Preciso saber exatamente o que dizer”

Muitas pessoas acreditam que devem chegar à sessão com um discurso pronto ou um resumo perfeito de sua vida. Na prática, isso não é necessário. O papel do terapeuta é justamente ajudar a organizar seus pensamentos e emoções, fazendo perguntas que facilitem a conversa. Você pode simplesmente começar com o que está mais presente na sua mente naquele momento.

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“O terapeuta vai me dar conselhos prontos”

Ao contrário da imagem de “conselheiro” que decide o que é melhor para o paciente, o psicólogo não impõe soluções prontas. O objetivo é criar reflexões para que você desenvolva seus próprios recursos internos e tome decisões mais conscientes. Quando há orientações, elas são baseadas em evidências e adaptadas à sua realidade, e não regras fixas.

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“A primeira sessão vai resolver meus problemas”

A terapia é um processo contínuo, e o primeiro encontro é apenas o início. É nele que se constrói o vínculo, se compreende o contexto e se traçam objetivos iniciais. Mudanças significativas acontecem ao longo do tempo, com constância e engajamento.

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“Só quem está em crise procura terapia”

Embora muitas pessoas busquem ajuda em momentos de crise, a psicoterapia também serve para prevenção e desenvolvimento pessoal. É comum encontrar pacientes que procuram terapia para melhorar a comunicação, aumentar a autoestima ou lidar melhor com desafios do cotidiano, mesmo sem um quadro clínico grave.

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“Se não gostei da primeira sessão, terapia não é para mim”

Uma experiência insatisfatória no primeiro encontro não significa que a psicoterapia não funciona para você. Às vezes, é apenas uma questão de encaixe com o profissional ou a abordagem. Trocar de terapeuta, se necessário, faz parte do processo de encontrar o cuidado adequado.

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Resumo: entrar na primeira sessão sem se prender a mitos ou expectativas rígidas aumenta as chances de viver uma experiência mais autêntica, útil e transformadora.

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