Estratégias para Romper Ciclos Negativos de Comportamento: Caminhos para a Transformação Pessoal

Introdução: Por que Repetimos os Mesmos Erros?

Romper ciclos negativos de comportamento é um desafio comum na jornada de desenvolvimento pessoal. Quantas vezes nos vimos repetindo os mesmos padrões, mesmo sabendo que eles nos prejudicam? Reações impulsivas, procrastinação, relações tóxicas, autossabotagem — são exemplos de ciclos que se perpetuam silenciosamente. Mas por que isso acontece? E, mais importante, como podemos quebrar esse ciclo e construir novos caminhos para a transformação pessoal?

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Neste artigo, vamos explorar em profundidade as estratégias para romper ciclos negativos de comportamento, abordando os fundamentos psicológicos, emocionais e neurológicos por trás desses padrões. Você aprenderá como identificar seus próprios ciclos repetitivos, quais ferramentas usar para iniciar mudanças duradouras, e como manter o progresso a longo prazo.

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Este conteúdo é voltado para quem deseja promover mudanças reais e sustentáveis em sua vida emocional e comportamental, mesmo que ainda esteja no início da jornada de autoconhecimento. Vamos construir, passo a passo, os pilares da transformação pessoal autêntica e consciente.

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O Que São Ciclos Negativos de Comportamento?

Os ciclos negativos de comportamento são padrões recorrentes de ações, pensamentos ou emoções que tendem a gerar sofrimento, estagnação ou autossabotagem. São mecanismos automáticos que muitas vezes passam despercebidos e que, com o tempo, moldam decisões importantes, influenciam relacionamentos e impactam diretamente a saúde mental e emocional.

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Exemplos Comuns de Ciclos Negativos

  • Procrastinação constante, seguida de culpa e autocrítica.
  • Relacionamentos repetitivos com perfis abusivos ou emocionalmente indisponíveis.
  • Padrões de fuga, como consumo excessivo de redes sociais, comida ou substâncias.
  • Reações emocionais desproporcionais a críticas ou rejeições.
  • Sabotar oportunidades, por medo de fracassar ou de ser bem-sucedido.
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Esses comportamentos frequentemente se alimentam de crenças inconscientes, muitas delas formadas na infância, que definem como nos percebemos e como entendemos o mundo. Por exemplo, uma pessoa que acredita que “não é digna de amor” pode, sem perceber, rejeitar relacionamentos saudáveis ou se manter em relações destrutivas.

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Como Reconhecer que Você Está Preso em um Ciclo Negativo

Identificar esses ciclos é o primeiro passo para quebrá-los. Veja abaixo alguns sinais de alerta:

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  1. Sensação de repetição: você sente que está “vivendo a mesma situação de novo”.
  2. Resultado previsível: apesar de contextos diferentes, o desfecho sempre parece igual.
  3. Sensação de impotência: mesmo querendo mudar, sente que não consegue.
  4. Padrão emocional recorrente: sentimentos como culpa, vergonha, raiva ou frustração sempre voltam.
  5. Reações automáticas: você percebe que responde a certos estímulos de maneira impulsiva ou descontrolada.
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Autoavaliação Inicial: Você Está em Um Ciclo?

Um exercício simples é escrever, por 7 dias, situações que causaram desconforto emocional. Ao final da semana, observe os padrões:

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SituaçãoEmoçãoReaçãoResultado
Discussão com colegaRaivaGritei e saí da salaClima tenso, evitei contato
Atraso em projetoAnsiedadeFiquei paralisadoNão entreguei no prazo
Mensagem não respondidaInsegurançaCobrei insistentementeAfastamento do outro
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Se as colunas se repetem com frequência, é sinal de que há um padrão emocional e comportamental a ser compreendido e transformado.

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Quando Buscar Ajuda Profissional

Embora o autoconhecimento seja possível por meio da leitura, da escrita e da autorreflexão, alguns ciclos exigem apoio terapêutico para serem verdadeiramente transformados. Isso é especialmente importante nos casos em que há:

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  • Sintomas de depressão, ansiedade ou transtornos de personalidade.
  • Repetição de padrões que envolvem risco (violência, vícios, automutilação).
  • Relações abusivas persistentes.
  • Bloqueios profundos de autoestima.
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A psicoterapia cognitivo-comportamental, por exemplo, oferece ferramentas eficazes para identificar e substituir pensamentos automáticos negativos e criar novos padrões de comportamento. Já abordagens como a terapia psicodinâmica ou a terapia do esquema ajudam a acessar as origens emocionais mais profundas dos ciclos.

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Por Que Ficamos Presos em Padrões Repetitivos?

Mesmo quando reconhecemos que estamos em um ciclo negativo, romper esse padrão pode parecer impossível. A resposta para essa resistência à mudança está nas raízes emocionais profundas e nos mecanismos cerebrais automáticos que sustentam esses comportamentos. Para adotar estratégias eficazes para romper ciclos negativos de comportamento, é essencial compreender o que nos prende a eles.

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Raízes Emocionais e Psicológicas dos Ciclos Negativos

A maioria dos padrões destrutivos não surge por acaso. Eles são, na verdade, respostas adaptativas desenvolvidas em momentos de vulnerabilidade emocional, geralmente ainda na infância ou em experiências marcantes da vida adulta.

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Causas comuns desses ciclos incluem:

  • Carência afetiva precoce: crianças que não receberam validação emocional suficiente podem se tornar adultos que buscam aprovação a qualquer custo, caindo em relacionamentos abusivos ou dependência emocional.
  • Traumas não elaborados: eventos como abandono, violência, perda ou rejeição profunda criam marcas emocionais que influenciam comportamentos automáticos.
  • Modelagem comportamental familiar: muitas vezes, repetimos os padrões que observamos em nossos cuidadores, mesmo quando conscientes de que são nocivos.
  • Crenças limitantes: ideias como "não sou suficiente", "sempre vou fracassar" ou "ninguém me ama de verdade" tornam-se profecias autorrealizáveis, moldando escolhas e comportamentos inconscientes.
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Essas experiências constroem um mapa emocional interno, que, sem intervenção consciente, se repete em diferentes áreas da vida — amorosa, profissional, social ou pessoal.

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O Cérebro e a Resistência à Mudança

Além dos fatores emocionais, há uma explicação biológica importante: o cérebro humano é projetado para priorizar a repetição do conhecido, mesmo que isso seja prejudicial. Trata-se de um mecanismo de economia de energia e busca por previsibilidade.

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Componentes neurológicos envolvidos:

Área do CérebroFunção no Ciclo de Comportamento
AmígdalaResponsável pelas respostas emocionais, ativa memórias de medo e perigo.
HipocampoArmazena padrões de experiências passadas, reforçando as associações negativas.
Núcleo AccumbensControla o sistema de recompensa, associando prazer à repetição de certos comportamentos.
Córtex Pré-FrontalRelacionado à tomada de decisão e autorregulação — pode ser inibido em momentos de estresse.
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Quando um comportamento é repetido muitas vezes, ele se torna um hábito neural — uma conexão fortalecida por sinapses repetidas. Esse processo é chamado de neuroplasticidade: o cérebro molda-se de acordo com as experiências. Isso significa que quanto mais você repete um padrão, mais automático ele se torna.

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A Zona de Conforto e o Medo do Desconhecido

Um dos grandes obstáculos para implementar estratégias para romper ciclos negativos de comportamento é o medo do desconhecido. Mesmo que uma situação seja dolorosa, ela é familiar. E para o cérebro, familiaridade é sinônimo de segurança.

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Esse medo do novo gera ansiedade antecipatória, paralisando ações. Por isso, muitas pessoas permanecem em empregos que detestam, relacionamentos insatisfatórios ou hábitos prejudiciais por anos — não por comodismo, mas por instinto de autoproteção.

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Caso Ilustrativo (Estudo de Caso)

Maria, 34 anos, repetia um padrão de se envolver com parceiros emocionalmente indisponíveis. Apesar de consciente da dor que esses relacionamentos traziam, ela dizia: “Pelo menos eu sei o que esperar”.

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Em terapia, descobriu que essa busca vinha de uma infância em que o afeto era condicional: ela precisava “se comportar” para receber carinho. Inconscientemente, ela recriava esse ambiente na vida adulta, tentando conquistar o afeto de parceiros distantes.

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Após reconhecer esse padrão e trabalhar suas crenças centrais (“preciso merecer amor”), Maria começou a romper o ciclo, escolhendo se envolver com pessoas que a acolhiam de forma mais genuína. O processo foi gradual, mas transformador.

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Compreender por que ficamos presos em padrões repetitivos é um passo vital. Agora que você entende o funcionamento emocional e cerebral desses ciclos, podemos avançar para as estratégias práticas e eficazes para interromper esses comportamentos autodestrutivos.

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Estratégias para Romper Ciclos Negativos de Comportamento

Uma vez que você reconheceu seus padrões repetitivos e compreendeu suas raízes emocionais e neurológicas, o próximo passo é aplicar estratégias práticas para romper ciclos negativos de comportamento e construir novos caminhos para a transformação pessoal. Essas estratégias devem ser aplicadas com consistência, compaixão e realismo — mudanças profundas não acontecem da noite para o dia, mas sim com pequenos movimentos diários.

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Abaixo estão cinco pilares essenciais para o processo de mudança:

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1. Desenvolver Consciência e Autoconhecimento

A consciência é a chave que abre todas as portas da mudança. Enquanto padrões automáticos são executados fora da nossa percepção, eles continuam a se repetir. Desenvolver o autoconhecimento permite que você traga à luz o que antes operava no escuro.

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Técnicas eficazes incluem:

  • Journaling (escrita reflexiva): anote diariamente situações de desconforto, emoções sentidas, reações e pensamentos. Isso ajuda a identificar gatilhos e padrões recorrentes.
  • Meditação e mindfulness: práticas de atenção plena ajudam a observar pensamentos sem se deixar levar por eles, aumentando o domínio emocional.
  • Espelhos de comportamento: observe como você reage diante de críticas, frustrações ou rejeições. Use essas situações como oportunidades de observação interna.
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Dica prática: Reserve 10 minutos ao final do dia para responder a três perguntas no seu caderno:

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  • O que me incomodou hoje?
  • Como eu reagi?
  • Que padrão emocional eu reconheço?
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2. Identificar Crenças Limitantes e Reformulá-las

As crenças são ideias enraizadas que moldam nossa percepção da realidade. Muitas vezes, elas atuam como filtros invisíveis que justificam a repetição dos ciclos negativos de comportamento.

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Exemplos comuns de crenças limitantes:

  • “Eu não sou capaz de mudar.”
  • “Se eu for eu mesmo, ninguém vai gostar de mim.”
  • “Tudo dá errado comigo.”
  • “Relacionamentos sempre acabam mal.”
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Essas crenças são generalizações baseadas em experiências específicas do passado. Para transformá-las, é necessário confrontá-las com evidências atuais e substituí-las por pensamentos mais equilibrados.

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Exercício simples: Reescrevendo crenças

Crença LimitanteNova Crença Realista
“Eu sempre fracasso.”“Fracassar é parte do processo de aprendizado. Posso melhorar com cada tentativa.”
“Não sou bom o bastante.”“Tenho valor independente dos meus erros. Estou em evolução.”
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Técnica recomendada: Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é altamente eficaz na identificação e substituição de crenças disfuncionais.

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3. Reprogramar Hábitos Comportamentais

Mudar um ciclo exige não apenas consciência, mas ação repetida e intencional. Criar novos hábitos que substituam os antigos é um dos caminhos mais consistentes para a transformação pessoal.

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Método em 3 etapas para mudança de hábito:

  1. Identifique o gatilho (ex: sentir-se rejeitado).
  2. Reconheça o comportamento automático (ex: isolar-se ou atacar verbalmente).
  3. Implemente uma nova resposta (ex: respirar fundo e expressar o que sente de forma assertiva).
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Dicas para manter novos hábitos:

  • Use a técnica do “micro-hábito”: comece pequeno, como 2 minutos de meditação ou 1 frase de afirmação positiva.
  • Associe novos hábitos a atividades já existentes (ex: repetir sua nova crença ao escovar os dentes).
  • Use alarmes ou checklists para reforço.
  • Não tente mudar tudo de uma vez: foco em 1 hábito por vez aumenta as chances de sucesso.
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4. Estabelecer Fronteiras Emocionais Saudáveis

Muitos ciclos negativos são sustentados por relações desequilibradas, onde há abuso emocional, invasão de espaço ou manipulação afetiva. Aprender a estabelecer limites claros é essencial para quebrar esses padrões.

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Como construir fronteiras saudáveis:

  • Aprenda a dizer “não” com firmeza e respeito.
  • Evite justificar demais suas decisões pessoais.
  • Defina o que é aceitável ou não nas suas relações.
  • Pratique a assertividade emocional: expresse sentimentos com clareza, sem agressividade nem submissão.
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Exemplo prático: Se alguém constantemente menospreza seus sentimentos, você pode dizer: “Quando você reage assim, eu me sinto desrespeitado. Preciso que você me escute antes de responder.”

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5. Buscar Apoio Terapêutico ou Grupal

Alguns ciclos são difíceis de romper sozinhos porque envolvem feridas profundas, memórias dolorosas ou resistência inconsciente. Nesse contexto, o apoio profissional pode acelerar o processo de transformação pessoal.

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Opções terapêuticas recomendadas:

  • Psicoterapia Cognitivo-Comportamental (TCC): ideal para mudança de pensamentos e comportamentos automáticos.
  • Terapia do Esquema: foca na cura de padrões formados na infância.
  • Análise Psicológica (psicanálise): investiga origens inconscientes de repetições.
  • Grupos de apoio: promovem escuta empática e compartilhamento, especialmente em casos de vício, codependência ou trauma.
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Importante: O autoconhecimento é um processo individual, mas ninguém precisa trilhar esse caminho sozinho. O suporte certo pode ser a ponte entre o reconhecimento e a libertação.

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Ferramentas Práticas para a Transformação Pessoal

Saber quais estratégias usar para romper ciclos negativos de comportamento é apenas o começo. A verdadeira transformação acontece quando você coloca essas estratégias em prática no dia a dia. Para isso, existem ferramentas simples, mas extremamente eficazes, que ajudam a tornar o processo mais estruturado, acessível e contínuo.

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Exercícios de Escrita e Reflexão

A escrita é uma das formas mais poderosas de promover autoconhecimento e reprogramação emocional. Quando você escreve, organiza seus pensamentos, revela padrões ocultos e transforma emoções em palavras — o que já é, por si só, um processo de cura.

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1. Carta para o Meu Eu do Passado

Escreva uma carta como se estivesse falando com você mesmo em um momento em que o ciclo negativo começou. Isso ajuda a acessar memórias, reconhecer feridas e desenvolver compaixão por si mesmo.

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Objetivo: ressignificar experiências, acolher feridas e romper o ciclo de autocrítica.

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2. Roda da Vida

Ferramenta visual onde você avalia diferentes áreas da vida (relacionamentos, carreira, saúde, espiritualidade, finanças, lazer, etc.). Dê uma nota de 0 a 10 para cada área e observe onde estão os maiores desequilíbrios.

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Área da VidaNota de Satisfação (0 a 10)
Relacionamentos4
Carreira6
Saúde física3
Saúde emocional2
Lazer1
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Resultado: você visualiza quais áreas exigem atenção urgente e percebe como padrões negativos em uma área afetam outras.

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3. Linha do Tempo dos Ciclos

Desenhe uma linha com os momentos-chave da sua vida. Marque os eventos que geraram traumas, mudanças de comportamento ou repetições. Identifique o que se repetiu e quais emoções estavam envolvidas.

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Objetivo: tornar visível o padrão e entender sua origem.

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Apps e Recursos Tecnológicos

A tecnologia pode ser uma aliada valiosa na transformação pessoal. Existem diversos aplicativos e plataformas que apoiam o rompimento de padrões negativos e a construção de hábitos saudáveis.

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Aplicativos para Mudança de Hábitos

  • Habitica: transforma sua vida em um jogo, onde cada tarefa concluída gera recompensas.
  • Streaks: ajuda a criar sequências de hábitos positivos com gráficos motivadores.
  • Fabulous: orientado por ciência comportamental, oferece rotinas para sono, foco, alimentação e autocuidado.
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Meditações Guiadas e Relaxamento

  • Insight Timer: biblioteca com milhares de meditações gratuitas.
  • Headspace: prática diária de mindfulness com trilhas personalizadas.
  • Calm: ideal para redução de estresse, ansiedade e melhora do sono.
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Cursos Online e Podcasts

  • Plataformas como Coursera, Udemy, Alura e YouTube oferecem cursos sobre inteligência emocional, autoconhecimento, neurociência e psicologia aplicada.
  • Podcasts como “Autoconsciente”, “Café com Terapia” e “The Happiness Lab” trazem reflexões semanais sobre emoções e hábitos.
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Dica Avançada: Kit de Emergência Emocional

Monte um “kit” com recursos que você pode acessar nos momentos em que se sentir vulnerável, impulsivo ou prestes a repetir um padrão negativo.

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Exemplos do que incluir:

  • Uma playlist com músicas que acalmam ou inspiram.
  • Um texto que você escreveu para si mesmo em um momento de clareza.
  • Frases de afirmação pessoal (ex: “Não preciso me defender o tempo todo. Estou seguro.”).
  • Um exercício de respiração para aplicar em situações de crise.
  • Contato de alguém de confiança que possa te escutar.
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Crie um Ritual Pessoal de Transformação

A mudança de ciclo é simbólica e prática. Criar um ritual de compromisso com a sua transformação pessoal pode reforçar emocionalmente essa decisão.

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Sugestão de ritual:

  • Escolha um dia e um horário onde você esteja em silêncio.
  • Acenda uma vela ou faça uma caminhada consciente.
  • Leia em voz alta uma carta de compromisso com a sua própria cura.
  • Enterre um objeto simbólico do ciclo que você está encerrando ou guarde uma pedra como símbolo do novo caminho.
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Esse ato simples tem forte valor psicológico. Ele marca o início de um novo padrão — agora consciente, estruturado e afirmado por você.

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Como Manter o Progresso e Evitar Recaídas

Romper ciclos negativos é um grande passo, mas manter-se firme fora deles exige estratégias de sustentação. É comum que, após algumas semanas de mudança, surjam recaídas, dúvidas ou até mesmo uma vontade inconsciente de retornar ao velho padrão — não por falta de força, mas porque o novo ainda está em construção.

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Consolidação é a palavra-chave. Essa fase é onde muitas transformações se perdem — não por falta de esforço, mas por ausência de estrutura. Abaixo estão caminhos para sustentar sua evolução de forma consistente, realista e humana.

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A Importância do Autocuidado Contínuo

O autocuidado não é apenas um luxo ou recompensa. Ele é uma base fisiológica e emocional para manter novos comportamentos saudáveis. Quando negligenciamos o autocuidado, o corpo e a mente entram em estresse — e, no estresse, buscamos o que é familiar: o velho ciclo.

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Pilares de um autocuidado integral:

  1. Sono reparador: essencial para a regulação emocional e clareza mental.
  2. Alimentação equilibrada: influencia diretamente o humor e a cognição.
  3. Movimento corporal: caminhar, dançar, praticar ioga ou qualquer exercício ativa neurotransmissores do bem-estar.
  4. Pausas reais durante o dia: microdescansos para recarregar, mesmo que por 5 minutos.
  5. Ambientes limpos e afetivos: a desordem externa reforça a confusão interna.
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Dado relevante: estudos demonstram que hábitos saudáveis reduzem em até 40% as chances de recaída em processos terapêuticos voltados à mudança comportamental (APA, 2021).

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Celebrar Pequenas Conquistas

A transformação pessoal é gradual, não linear. Cada passo conta. Reconhecer e valorizar pequenas vitórias ativa o circuito de recompensa do cérebro, consolidando o novo comportamento como algo prazeroso.

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Exemplos de conquistas que merecem ser celebradas:

  • Ter respondido com calma a um conflito.
  • Ter dito “não” com firmeza sem culpa.
  • Ter cumprido uma meta pequena (ex: 3 dias seguidos de journaling).
  • Ter se perdoado por uma falha.
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Técnica recomendada: registre semanalmente 3 pequenas vitórias e leia em voz alta. Isso reforça positivamente o seu progresso.

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Montando um Plano de Ação Duradouro

A mudança precisa de um plano, não apenas de desejo. Ter uma estrutura clara aumenta a sensação de controle e reduz o risco de recaídas. Um plano eficaz considera suas fragilidades, define metas realistas e prevê momentos de oscilação emocional.

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Exemplo de plano de ação (mensal):

SemanaFocoAçõesAvaliação
1AutoconhecimentoJournaling diário e roda da vidaAnalisar padrões emergentes
2Nova resposta emocionalTestar 1 nova reação consciente a um gatilhoRelatar em diário o resultado
3Fortalecer rotinaIntroduzir 1 hábito de autocuidado diárioMedir bem-estar emocional
4Revisar metas e ajustarReavaliar o que funcionou e o que não funcionouAdaptar plano para o mês seguinte
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A constância constrói resiliência. Mudanças profundas não são sobre intensidade, mas sobre continuidade.

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Preparar-se para Recaídas e Oscilações

Recaídas não significam fracasso. Elas fazem parte do processo. O importante é não romantizar o retrocesso, mas também não se punir por ele. A recaída pode ser um espelho que mostra onde ainda há fragilidade.

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Como lidar com uma recaída:

  • Observe o que antecedeu o retorno ao padrão.
  • Anote quais emoções estavam envolvidas.
  • Use a recaída como diagnóstico, não como sentença.
  • Reforce o compromisso com sua mudança, sem vergonha.
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Importante: Não “comece do zero” — a consciência que você já conquistou permanece. Você não voltou ao ponto de partida; está apenas em uma curva do processo.

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Manter Apoio Contínuo

Por fim, renove periodicamente suas fontes de apoio. Terapia, mentorias, grupos de apoio ou mesmo amigos conscientes podem lembrar você do seu valor quando a dúvida bater. A mudança sustentada é uma caminhada feita em boa companhia.

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Conclusão: Transformar É Um Processo, Não um Evento

Romper ciclos negativos de comportamento não é um ato isolado, mas uma jornada contínua de observação, escolha e reconstrução interior. Muitos dos nossos padrões foram formados em momentos de dor ou confusão, como estratégias inconscientes de proteção. Por isso, é fundamental compreender que esses ciclos não definem quem somos — apenas revelam partes nossas que ainda não foram ouvidas, acolhidas ou integradas.

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Ao longo deste artigo, exploramos os principais caminhos para a transformação pessoal que sustentam a ruptura desses padrões. Aprofundamos as causas emocionais e neurológicas dos comportamentos repetitivos, discutimos práticas de autoconhecimento, ferramentas aplicáveis no cotidiano, estratégias mentais e comportamentais, e maneiras sustentáveis de manter o progresso.

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Se há algo que você pode levar daqui, que seja isso: você tem o poder de escolher diferente, mesmo que aos poucos. Cada pequena decisão conta. Cada reação consciente rompe um elo do ciclo antigo e fortalece a cadeia de uma nova história.

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Transformar é amar-se em processo. E todo processo respeitado com paciência, presença e prática, inevitavelmente floresce.

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Referências Bibliográficas (Formato ABNT)

AMERICAN PSYCHOLOGICAL ASSOCIATION. Guidelines for Psychological Practice with Men and Boys. APA, 2021. Disponível em: https://www.apa.org. Acesso em: 10 dez. 2025.

Leia mais

BECK, Judith S. Terapia Cognitivo-Comportamental: Teoria e Prática. Porto Alegre: Artmed, 2013.

Leia mais

CASH, Thomas F. Cognitive-Behavioral Perspectives on Body Image. In: CASH, T.F.; PRUZINSKY, T. Body Image: A Handbook of Theory, Research, and Clinical Practice. New York: The Guilford Press, 2002. p. 38–46.

Leia mais

DOIDGE, Norman. O Cérebro que se Transforma. Rio de Janeiro: Record, 2008.

Leia mais

FREUD, Sigmund. O Ego e o Id. Obras Completas, vol. XIX. Rio de Janeiro: Imago, 1996.

Leia mais

GIDDENS, Anthony. Modernidade e Identidade Pessoal. Rio de Janeiro: Zahar, 2002.

Leia mais

LINEHAN, Marsha M. Terapia Comportamental Dialética: Manual de Tratamento para Transtorno de Personalidade Borderline. Porto Alegre: Artmed, 2018.

Leia mais

SIEGEL, Daniel J. Cérebro e Inteligência Emocional: Estratégias para Construir Equilíbrio Interior. São Paulo: Objetiva, 2012.

Leia mais

YOUNG, Jeffrey E.; KLOSKO, Janet S.; WEISHARR, Marjorie E. Terapia do Esquema: Guia de Técnicas Cognitivas e Comportamentais para a Mudança Duradoura. Porto Alegre: Artmed, 2008.

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