Como a Psicologia Ajuda na Superação de Traumas

Introdução

Vivenciar um trauma é algo mais comum do que se imagina — e também mais profundo. Ao contrário do que muitos pensam, os traumas não se limitam apenas a situações extremas de violência ou tragédia. Eles podem surgir de perdas afetivas, experiências de abandono, rejeição, negligência, acidentes ou até mesmo de relações abusivas. O que define um trauma psicológico não é apenas o evento em si, mas o impacto que ele deixa na mente, nas emoções e no corpo da pessoa. Neste cenário, surge uma pergunta essencial: como a psicologia ajuda na superação de traumas?

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A psicologia moderna oferece um conjunto robusto de ferramentas, técnicas e abordagens que vão muito além do simples “falar sobre o problema”. O processo terapêutico conduz o indivíduo a ressignificar suas experiências, reorganizar sua narrativa interna e reconstruir a própria identidade. A superação de traumas requer mais do que tempo — exige compreensão, acolhimento, tratamento e, muitas vezes, uma intervenção profissional especializada. Afinal, muitos dos efeitos do trauma permanecem “silenciosos”, escondidos em sintomas como ansiedade, depressão, insônia, irritabilidade, baixa autoestima, dificuldades nos relacionamentos e até doenças psicossomáticas.

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Neste artigo, você vai entender como a psicologia atua no enfrentamento e na cura de traumas emocionais, explorando desde a definição do que é um trauma psicológico até os benefícios concretos da psicoterapia na vida de quem deseja reconstruir sua história. Vamos abordar as abordagens mais eficazes, os sintomas mais comuns, as perguntas frequentes sobre o tema e ainda mostrar, com base em dados e ciência, por que a psicologia é uma aliada fundamental no processo de cura.

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Se você ou alguém próximo já passou por uma experiência difícil e sente que algo “ainda dói por dentro” ou atrapalha o cotidiano, este conteúdo foi feito para ajudar. Superar traumas é possível — e a psicologia pode ser o primeiro passo para transformar dor em força.

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O Que é um Trauma Psicológico?

Um trauma psicológico é uma resposta emocional profunda e duradoura a um evento ou série de eventos considerados extremamente estressantes, dolorosos ou avassaladores. Ao contrário do que muitos pensam, o trauma não é apenas o que acontece com a pessoa — é o que acontece dentro dela após a experiência. É o impacto subjetivo da vivência que determina se ela será traumática. Duas pessoas podem passar pelo mesmo evento, mas reagirem de forma completamente diferente, dependendo de fatores como resiliência emocional, apoio social, histórico de vida e até predisposição genética.

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Entre as causas mais comuns de traumas estão abusos físicos ou emocionais, abandono, violência urbana, acidentes de carro, desastres naturais, mortes inesperadas, bullying e relacionamentos abusivos. Porém, mesmo experiências aparentemente “comuns”, como uma separação dolorosa ou críticas excessivas na infância, podem gerar marcas profundas no psiquismo.

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O cérebro, ao vivenciar um trauma, ativa mecanismos de defesa que, em muitos casos, visam proteger a pessoa da dor imediata. Um dos sistemas mais afetados é o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HHA), responsável pela liberação de hormônios do estresse como o cortisol e a adrenalina. Além disso, áreas cerebrais como a amígdala (associada ao medo), o hipocampo (memória emocional) e o córtex pré-frontal (racionalidade) podem apresentar alterações funcionais e estruturais após o trauma.

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Entre os sintomas mais frequentes de quem passou por um trauma, destacam-se:

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  • Flashbacks (reviver mentalmente o evento)
  • Pesadelos recorrentes
  • Isolamento social
  • Irritabilidade ou explosões de raiva
  • Transtornos alimentares
  • Dificuldade de concentração
  • Sensação constante de alerta
  • Baixa autoestima e culpa excessiva
  • Comportamentos de evitação (evitar lugares, pessoas ou temas que remetam ao trauma)
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É importante entender que o trauma pode se manifestar de forma imediata ou apenas anos depois, sendo muitas vezes “escondido” sob diagnósticos como depressão, ansiedade generalizada, fobias ou transtornos de personalidade. Essa complexidade torna essencial o olhar clínico da psicologia para identificar a origem real do sofrimento e tratá-la com responsabilidade e empatia.

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A psicologia ajuda a dar nome ao que foi vivido, compreender os mecanismos que mantêm o sofrimento e oferecer caminhos de transformação. Por isso, o primeiro passo para superar um trauma é reconhecer que ele existe — e que ele não define quem você é, mas sim o que você viveu. Com acompanhamento adequado, é possível sair do ciclo da dor e reescrever a própria história.

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Quais São os Principais Tipos de Trauma?

Para compreender como a psicologia ajuda na superação de traumas, é essencial identificar que existem diferentes tipos de trauma, cada um com características, origens e desdobramentos distintos. Essa classificação não apenas orienta o diagnóstico clínico, como também direciona as abordagens terapêuticas mais adequadas para cada caso. A seguir, explicamos os principais tipos de trauma reconhecidos pela psicologia clínica e pela psiquiatria:

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1. Trauma Agudo

O trauma agudo é aquele decorrente de um único evento inesperado e profundamente perturbador, como um acidente de carro, uma agressão física, um assalto ou uma catástrofe natural. Esse tipo de experiência gera uma resposta imediata do organismo, como medo intenso, sensação de impotência ou choque. Embora alguns indivíduos consigam processar o evento com o tempo, outros desenvolvem sintomas persistentes que requerem intervenção psicológica.

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Exemplo clínico: Uma pessoa que sofreu um assalto à mão armada e passa a ter crises de pânico ao caminhar na rua ou desenvolver insônia relacionada ao evento.

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2. Trauma Crônico

Diferente do trauma agudo, o trauma crônico resulta de exposição contínua e prolongada a situações estressantes. São exemplos: violência doméstica, bullying constante, negligência afetiva, assédio moral ou relações abusivas. O acúmulo constante de dor emocional faz com que a vítima viva em um estado permanente de alerta, esgotando seu sistema nervoso e psicológico.

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Fato clínico: Estudos apontam que crianças expostas repetidamente a ambientes hostis ou negligentes apresentam maior risco de desenvolver transtornos de personalidade, ansiedade severa e depressão na vida adulta.

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3. Trauma Complexo

O trauma complexo envolve múltiplos eventos traumáticos interligados ao longo do tempo, muitas vezes iniciados na infância, sem espaço para recuperação ou apoio. Ele compromete a formação da identidade, a construção da autoestima e a capacidade de estabelecer vínculos seguros. Frequentemente está associado a abusos (sexuais, físicos ou emocionais) ocorridos durante o desenvolvimento, criando raízes profundas no funcionamento psicológico da pessoa.

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Destaque: O trauma complexo está diretamente associado ao chamado TEPT-C (Transtorno de Estresse Pós-Traumático Complexo), que inclui sintomas de dissociação, desregulação emocional intensa e problemas de relacionamento interpessoal.

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4. Trauma de Desenvolvimento

Esse tipo de trauma ocorre durante os estágios iniciais da vida — especialmente entre o nascimento e os sete anos de idade — e interfere na forma como a criança aprende a confiar, se comunicar, formar laços e perceber o mundo. O cérebro infantil, ainda em formação, é altamente sensível a rejeições, ameaças e privações. A ausência de cuidado emocional consistente, ou a presença de violência, pode afetar profundamente o senso de identidade e segurança.

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Dados importantes: Crianças que vivenciam traumas precoces apresentam maior risco de desenvolver transtornos como TDAH, TEPT, transtornos alimentares e comportamentos autodestrutivos na adolescência e vida adulta.

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5. Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT)

O TEPT é uma condição psiquiátrica que pode se desenvolver após a vivência de um ou mais traumas intensos. Ele é caracterizado por revivência persistente do evento, hipervigilância, evitação de estímulos relacionados e alterações cognitivas e emocionais. É comum em veteranos de guerra, vítimas de violência urbana, acidentes graves e catástrofes.

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Tabela: Critérios diagnósticos do TEPT (DSM-5)

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CritérioDescrição
AExposição direta ou indireta ao trauma
BRevivência (flashbacks, sonhos intrusivos)
CEvitação persistente de memórias ou situações
DAlterações negativas na cognição e no humor
EAlterações de excitação e reatividade (irritabilidade, insônia)
FDuração superior a um mês
GPrejuízo significativo na vida pessoal, social ou ocupacional
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Entender qual tipo de trauma uma pessoa vivenciou é o primeiro passo para um tratamento eficaz. A psicologia moderna reconhece a complexidade de cada história e utiliza abordagens específicas para cada caso, com empatia, escuta ativa e profundo respeito à dor subjetiva.

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Por Que É Difícil Superar um Trauma Sozinho?

Superar um trauma não é apenas “esquecer o que aconteceu” ou “seguir em frente”. Muitas pessoas subestimam o impacto de eventos traumáticos e acreditam que, com o tempo, tudo se resolverá por si só. Contudo, a experiência clínica e os estudos científicos mostram que o trauma não processado se instala profundamente no sistema nervoso, alterando padrões emocionais, comportamentais e até fisiológicos. Por isso, superar um trauma sozinho é, na maioria dos casos, um desafio extremamente complexo.

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1. Mecanismos de Defesa e Repressão

Quando a dor emocional é insuportável, a mente humana aciona mecanismos automáticos de proteção, como negação, repressão, dissociação e racionalização. Esses mecanismos ajudam no curto prazo, mas impedem que a pessoa processe a experiência de forma saudável. A memória traumática muitas vezes é fragmentada, confusa ou reprimida, tornando difícil nomear o que aconteceu e compreender suas consequências.

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Exemplo: Um adulto que vive com baixa autoestima e dificuldades de relacionamento pode não se lembrar, conscientemente, de abusos emocionais vividos na infância. O trauma foi reprimido, mas seus efeitos persistem.

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2. Crenças Limitantes e Sentimentos de Culpa

Pessoas traumatizadas frequentemente desenvolvem crenças distorcidas sobre si mesmas e sobre o mundo, como “não sou digno de amor”, “foi minha culpa”, “não posso confiar em ninguém”. Essas crenças, inconscientes ou não, aprisionam o indivíduo em ciclos de sofrimento, impedindo que ele busque apoio ou acredite na possibilidade de cura.

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Além disso, a vergonha associada ao trauma — especialmente nos casos de abuso sexual ou violência doméstica — faz com que a vítima se isole, se silencie e se sinta impotente diante da própria dor.

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3. Ciclos de Repetição Inconsciente

Um dos efeitos mais insidiosos do trauma é a tendência à repetição. Isso é chamado na psicologia de “compulsão à repetição”, um fenômeno descrito por Freud e amplamente confirmado por estudos contemporâneos. A pessoa, sem perceber, se envolve em relações ou situações semelhantes àquelas que causaram o trauma inicial, como uma tentativa inconsciente de “corrigir” ou “controlar” o que aconteceu no passado.

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Exemplo clínico: Alguém que cresceu em um ambiente negligente pode, na vida adulta, se atrair por parceiros afetivamente indisponíveis, repetindo a dor da infância.

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4. Impactos no Corpo e na Mente

Traumas não são apenas “lembranças ruins”. Eles deixam marcas neurofisiológicas duradouras, alterando o funcionamento do cérebro, do sistema nervoso autônomo e dos hormônios do estresse. O corpo passa a viver em constante estado de alerta (hipervigilância), o que leva a sintomas como:

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  • Insônia
  • Tensão muscular crônica
  • Fadiga constante
  • Doenças psicossomáticas (gastrite, dores, enxaquecas)
  • Ansiedade generalizada
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A mente, por sua vez, fica “presa” ao passado. A pessoa tem dificuldade de se concentrar, planejar o futuro ou vivenciar plenamente o presente. A vida emocional torna-se instável, fragmentada, reativa.

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5. Falta de Ferramentas de Autocuidado e Apoio

Sem acompanhamento profissional, muitos tentam lidar com o trauma através de estratégias disfuncionais como uso de álcool, drogas, trabalho excessivo, compulsões alimentares ou isolamento. Essas estratégias aliviam momentaneamente o sofrimento, mas aprofundam ainda mais o ciclo de dor.

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Além disso, a falta de apoio social e familiar pode agravar a sensação de abandono e reforçar a crença de que “ninguém se importa” ou “não há saída”.

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A psicologia, ao oferecer um espaço de escuta qualificada, acolhimento e técnica, rompe esse ciclo. O processo terapêutico ajuda a trazer à consciência os padrões ocultos, transformar crenças limitantes, liberar emoções reprimidas e desenvolver novas formas de lidar com a vida.

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Como a Psicologia Ajuda na Superação de Traumas

A psicologia é uma ciência dedicada a compreender o comportamento humano, as emoções e os processos mentais. Quando aplicada ao contexto do trauma, ela se torna uma ferramenta fundamental para reorganizar a experiência subjetiva, restaurar o equilíbrio emocional e ressignificar o passado. A superação de traumas pela psicologia não se dá apenas pelo alívio dos sintomas, mas por um processo profundo de reconstrução interna. A seguir, apresentamos os principais caminhos pelos quais a psicologia atua nesse processo.

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1. Diagnóstico Clínico e Escuta Qualificada

O primeiro passo em qualquer processo terapêutico é a avaliação cuidadosa do histórico emocional e das experiências vividas. O psicólogo, por meio de escuta empática e técnicas estruturadas, identifica os gatilhos, os sintomas predominantes, os padrões de pensamento e os comportamentos associados ao trauma. Diferente de uma conversa informal, a escuta clínica permite que o paciente se sinta seguro para compartilhar aspectos dolorosos sem julgamento, dentro de um espaço confidencial e acolhedor.

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Essa escuta especializada é, muitas vezes, o primeiro lugar onde a pessoa é realmente compreendida — e isso, por si só, já inicia o processo de cura.

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2. Aplicação de Técnicas Terapêuticas Baseadas em Evidência

A psicologia contemporânea conta com abordagens terapêuticas validadas cientificamente, que oferecem protocolos específicos para o tratamento de traumas. Entre as mais utilizadas, destacam-se:

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Abordagem TerapêuticaDescriçãoEficácia Científica
Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC)Identifica e modifica pensamentos disfuncionais associados ao trauma. Utiliza técnicas de exposição e reestruturação cognitiva.Altamente eficaz no tratamento do TEPT e traumas simples
EMDR (Dessensibilização e Reprocessamento por Movimento Ocular)Técnica que estimula o processamento natural das memórias traumáticas, reduzindo sua carga emocional.Recomendado pela OMS e APA como tratamento de primeira linha para traumas
Terapia SomáticaFoca nas sensações corporais e na liberação de tensão acumulada no sistema nervoso autônomo.Indicada especialmente para traumas que envolvem dissociação e sintomas físicos persistentes
Terapia do EsquemaCombina elementos da TCC, teoria do apego e psicodinâmica para tratar traumas de infância e padrões recorrentes.Eficaz para traumas complexos e transtornos de personalidade
Psicoterapia PsicodinâmicaExplora conteúdos inconscientes e experiências passadas que influenciam o sofrimento atual.Especialmente útil na compreensão de traumas de desenvolvimento e repetição inconsciente
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Essas abordagens podem ser aplicadas isoladamente ou de forma integrada, dependendo do caso, da formação do profissional e das necessidades do paciente.

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3. Ressignificação de Experiências e Reconstrução da Identidade

O trauma muitas vezes “congela” a pessoa em uma narrativa de dor, culpa ou impotência. A psicologia atua na ressignificação dessa narrativa: o evento não é apagado, mas reinterpretado com novos significados, compreendido dentro de um contexto mais amplo e integrado à identidade do sujeito de forma menos destrutiva.

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O terapeuta ajuda o paciente a separar quem ele é daquilo que ele viveu. Essa distinção é essencial para recuperar a autoestima, a autonomia e a capacidade de fazer escolhas saudáveis no presente.

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4. Desenvolvimento de Autorregulação Emocional

Pessoas traumatizadas frequentemente apresentam dificuldade em regular suas emoções. Elas oscilam entre estados de hiperativação (ansiedade, raiva, tensão) e hipoativação (apatia, dissociação, depressão). Técnicas de psicologia como mindfulness, respiração consciente, grounding e visualizações guiadas são ferramentas eficazes para restaurar a conexão entre mente e corpo.

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Aprender a reconhecer, nomear e regular emoções permite ao paciente não apenas lidar com o passado, mas viver o presente com mais equilíbrio.

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5. Reconstrução de Vínculos e Confiança

O trauma frequentemente rompe a confiança nos outros, gerando isolamento, medo de intimidade e dificuldade de estabelecer relacionamentos saudáveis. O vínculo terapêutico — baseado em confiança, empatia e ética — funciona como uma experiência relacional reparadora.

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Com o tempo, o paciente é incentivado a desenvolver habilidades sociais, restaurar conexões significativas e voltar a confiar no outro e em si mesmo, rompendo o ciclo de retraimento emocional.

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Portanto, a psicologia oferece um caminho estruturado, ético e científico para a superação de traumas. Cada etapa do processo terapêutico é voltada à reconexão com a própria história, ao fortalecimento do eu e à construção de um futuro com menos dor e mais consciência.

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Quanto Tempo Leva para Superar um Trauma?

Essa é uma das perguntas mais frequentes entre aqueles que iniciam um processo terapêutico: “Quanto tempo leva para superar um trauma?”. A resposta, no entanto, não é simples ou padronizada. O tempo necessário para a superação de um trauma varia profundamente de pessoa para pessoa, dependendo de uma série de fatores biopsicossociais, emocionais e até genéticos. A psicologia não trabalha com prazos fechados, mas com processos. E cada processo é único.

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O trauma atua como uma ferida psíquica — e, como toda ferida, precisa de cuidados, tempo e ambiente apropriado para cicatrizar. Algumas pessoas experimentam alívio significativo após poucos meses de psicoterapia; outras, especialmente em casos de traumas complexos ou ocorridos na infância, podem levar anos em acompanhamento clínico. O mais importante, porém, não é a velocidade, e sim a qualidade e profundidade da recuperação.

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Fatores que Influenciam o Tempo de Superação do Trauma

FatorImpacto no Tempo de Tratamento
Tipo de TraumaTraumas únicos (como acidentes) tendem a ser processados mais rapidamente do que traumas complexos (como abusos contínuos ou negligência infantil).
Duração da Exposição ao TraumaQuanto mais prolongada a exposição, maior o impacto na estrutura psíquica.
Idade em que o Trauma OcorreuTraumas na infância afetam o desenvolvimento da personalidade e geralmente exigem tratamentos mais longos.
Presença de Apoio SocialRedes de apoio (família, amigos, comunidade) aceleram a recuperação emocional.
Histórico de Saúde MentalPessoas com transtornos prévios podem apresentar maior vulnerabilidade e demanda terapêutica.
Abordagem Terapêutica UtilizadaAlgumas técnicas (como EMDR) são mais rápidas na resolução de sintomas agudos.
Engajamento do Paciente na TerapiaParticipação ativa, presença regular e abertura emocional facilitam o progresso.
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Superar um Trauma Não é um Processo Linear

Outro ponto fundamental é compreender que a recuperação emocional não segue uma linha reta. É comum que, durante a psicoterapia, a pessoa tenha fases de avanço, recaídas, momentos de estagnação e, depois, novas descobertas. Isso não significa que a terapia esteja “falhando”, mas sim que o psiquismo humano é dinâmico, complexo e profundamente afetado por memórias e emoções.

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Trazer à tona uma experiência traumática pode inicialmente intensificar o sofrimento, mas essa dor faz parte do processo de cura. Assim como uma ferida física pode coçar, arder ou reabrir antes de cicatrizar por completo, as feridas emocionais também têm seus próprios tempos e reações.

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Sinais de que o Trauma Está Sendo Superado

A superação de um trauma não significa esquecer o que aconteceu, mas sim recolocar a experiência em um lugar saudável dentro da memória emocional, sem que ela controle o presente. Alguns sinais de que o processo terapêutico está funcionando incluem:

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  • Redução significativa de sintomas físicos e psicológicos
  • Maior estabilidade emocional e capacidade de regulação
  • Retomada da autoestima e senso de identidade
  • Capacidade de falar sobre o passado sem colapsar emocionalmente
  • Melhoria nas relações interpessoais
  • Sensação de liberdade, esperança e propósito
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Portanto, não se trata de “curar rápido”, mas de curar bem. A psicologia oferece o suporte necessário para que esse caminho seja percorrido com segurança, humanidade e clareza. O compromisso com a própria saúde mental é um investimento que transforma vidas.

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Quais São os Benefícios da Psicoterapia no Processo de Cura?

A psicoterapia é um dos instrumentos mais eficazes no processo de superação de traumas, oferecendo muito mais do que simples alívio emocional. Ela promove mudanças estruturais na forma como o indivíduo se percebe, se relaciona e lida com suas emoções. Os benefícios da psicoterapia, nesse contexto, não se limitam ao desaparecimento de sintomas, mas se estendem à reconstrução do senso de identidade, ao fortalecimento da autonomia psíquica e à retomada do controle sobre a própria vida.

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A seguir, apresentamos os principais ganhos terapêuticos observados em pessoas que enfrentaram seus traumas com o suporte da psicologia.

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1. Redução de Sintomas Psicológicos e Físicos

Ao longo do processo terapêutico, é comum que sintomas como ansiedade, insônia, irritabilidade, ataques de pânico, compulsões, dores psicossomáticas e instabilidade emocional diminuam gradualmente. Essa redução é resultado do enfrentamento consciente das emoções reprimidas, da reinterpretação das experiências passadas e da reorganização cognitiva. A mente deixa de estar em constante estado de alerta e o corpo retoma seu equilíbrio natural.

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Estudos clínicos demonstram que pacientes em psicoterapia apresentam melhora significativa da qualidade do sono, redução nos níveis de cortisol (hormônio do estresse) e maior estabilidade emocional ao longo do tempo.

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2. Fortalecimento da Autoestima e da Identidade Pessoal

O trauma muitas vezes “apaga” partes da identidade da pessoa, fazendo-a sentir-se confusa, fragmentada ou até mesmo inexistente. A psicoterapia ajuda o paciente a reconstruir sua história pessoal com novos significados, resgatando sua autoestima, seu valor pessoal e sua narrativa de vida.

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Com o tempo, o indivíduo deixa de se identificar com a dor (“sou fraco”, “sou culpado”) e começa a se ver como alguém em processo de crescimento e transformação.

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3. Desenvolvimento de Ferramentas Emocionais Duradouras

Ao contrário de métodos paliativos, a psicoterapia ensina o paciente a desenvolver habilidades emocionais que permanecem ao longo da vida. Entre elas:

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  • Reconhecimento e nomeação de emoções
  • Estabelecimento de limites saudáveis
  • Comunicação assertiva
  • Capacidade de autoacolhimento
  • Regulação emocional em situações de estresse
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Essas ferramentas reduzem a vulnerabilidade a novos traumas e aumentam a resiliência, permitindo que o indivíduo lide melhor com desafios futuros.

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4. Melhoria nos Relacionamentos Interpessoais

Traumas mal elaborados tendem a interferir diretamente nas relações. Através da psicoterapia, o paciente compreende seus padrões de vínculo, suas repetições inconscientes e seus mecanismos de defesa. Isso o capacita a estabelecer relações mais autênticas, estáveis e saudáveis, tanto no campo afetivo quanto profissional e familiar.

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A psicologia também atua na reparação do vínculo com o próprio corpo e com a própria história, o que reflete diretamente na forma como a pessoa se posiciona diante do mundo.

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5. Resgate do Sentido de Vida e Projeto Existencial

Muitos traumas geram sentimentos de vazio, desesperança ou inutilidade. A psicoterapia convida o paciente a reconstruir seu projeto de vida, alinhando suas escolhas com seus valores mais profundos. Isso pode incluir mudanças profissionais, novas relações, envolvimento com causas sociais, espiritualidade ou autoconhecimento.

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O objetivo não é voltar a ser quem era antes do trauma, mas tornar-se alguém mais consciente, inteiro e conectado consigo.

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6. Prevenção de Recaídas e Cronificações

A atuação precoce e estruturada da psicoterapia previne o desenvolvimento de transtornos mais graves como depressão recorrente, transtornos de ansiedade severos, dependência química e transtornos dissociativos. Mesmo em casos de sofrimento crônico, a psicologia oferece estratégias eficazes para minimizar recaídas e ampliar a qualidade de vida.

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Resumidamente, a psicoterapia transforma dor em potência, ferida em sabedoria e trauma em experiência ressignificada. O processo não apaga o passado, mas oferece novas lentes para enxergá-lo — e, principalmente, para escolher o que fazer com ele no presente.

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Psicologia e Neurociência: O Que Dizem os Estudos?

Nos últimos anos, a neurociência tem avançado significativamente na compreensão dos efeitos do trauma sobre o cérebro humano. Essa colaboração entre psicologia e neurociência reforça o entendimento de que o trauma não é apenas um evento psicológico, mas também uma condição neurobiológica. Essas descobertas são fundamentais para validar a eficácia das abordagens terapêuticas e para construir tratamentos mais precisos e individualizados.

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1. Áreas do Cérebro Afetadas pelo Trauma

Quando uma pessoa vivencia um trauma, seu cérebro entra em estado de sobrevivência, ativando sistemas primitivos que garantem a reação de luta, fuga ou congelamento. Isso tem impacto direto em diversas estruturas cerebrais:

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Estrutura CerebralFunçãoImpacto do Trauma
AmígdalaDetecta ameaças e regula o medoHiperativada, faz a pessoa reagir como se o perigo ainda existisse
HipocampoArmazena memórias e contextoPode encolher, dificultando a distinção entre passado e presente
Córtex Pré-FrontalRegula pensamentos, emoções e tomada de decisõesEnfraquecido, reduz a capacidade de racionalizar e autorregular-se
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Essas alterações explicam por que pessoas traumatizadas têm dificuldade para dormir, para confiar, para se concentrar ou até para distinguir o presente do passado quando expostas a gatilhos emocionais.

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2. Trauma e Neuroplasticidade: O Cérebro Pode se Reprogramar

A boa notícia é que o cérebro humano é plástico, ou seja, tem a capacidade de reorganizar-se, criar novas conexões e se adaptar, mesmo após experiências intensamente negativas. A esse processo dá-se o nome de neuroplasticidade.

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Estudos mostram que, com tratamento psicoterapêutico adequado, práticas como mindfulness, exercícios físicos, respiração consciente e apoio social, o cérebro pode:

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  • Reduzir a ativação excessiva da amígdala
  • Estimular o crescimento do hipocampo
  • Fortalecer as funções do córtex pré-frontal
  • Promover o equilíbrio dos neurotransmissores, como serotonina, dopamina e GABA
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Isso significa que, com o tempo e com apoio profissional, é possível não apenas “lidar” com o trauma, mas modificar a base neurológica que sustenta o sofrimento.

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3. Evidências Científicas Sobre a Eficácia da Psicoterapia

Diversos estudos controlados confirmam que a psicoterapia reduz significativamente os sintomas relacionados ao transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) e a traumas em geral.

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  • Um estudo publicado no Journal of the American Medical Association (JAMA, 2013) revelou que a Terapia Cognitivo-Comportamental reduziu em até 60% os sintomas de TEPT em veteranos de guerra.
  • Pesquisas sobre o EMDR (Eye Movement Desensitization and Reprocessing) mostram eficácia semelhante à TCC, com o diferencial de atuar diretamente sobre as memórias traumáticas, promovendo rápida dessensibilização.
  • A terapia somática tem sido validada por pesquisadores como Peter Levine e Bessel van der Kolk como altamente eficaz na reintegração corpo-mente após traumas.
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Essas abordagens são hoje recomendadas por organizações como a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Associação Americana de Psicologia (APA) e o National Institute for Health and Care Excellence (NICE), com base em evidências robustas.

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4. Trauma como Condição Biopsicossocial

A neurociência reforça um princípio fundamental da psicologia: o trauma não pode ser tratado de forma isolada ou exclusivamente racional. Ele exige uma abordagem que considere o corpo, a mente, as emoções e o contexto de vida da pessoa.

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A integração entre psicologia clínica, neurociência e ciências do comportamento tem ampliado a capacidade dos profissionais de saúde mental de entender o sofrimento humano em sua complexidade, desenvolvendo práticas mais empáticas, éticas e eficazes.

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Superar um trauma não é apenas um ato de coragem emocional — é também um processo neurobiológico de cura, que pode ser ativado com o suporte certo. A psicoterapia funciona porque reconstrói caminhos mentais e corporais de segurança, confiança e presença.

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Quando Procurar Ajuda Psicológica?

Saber o momento certo de procurar ajuda psicológica é fundamental para evitar o agravamento do sofrimento emocional. Muitas pessoas, por vergonha, desinformação ou medo do julgamento, permanecem em ciclos de dor por anos, acreditando que “vão superar sozinhas” ou que “não foi tão grave assim”. No entanto, como vimos, os efeitos de um trauma não desaparecem com o tempo — eles apenas mudam de forma, podendo se manifestar como ansiedade, depressão, dificuldades nos relacionamentos, bloqueios profissionais, adoecimento físico, entre outros sintomas.

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Reconhecer que precisa de ajuda não é sinal de fraqueza, mas de maturidade emocional. A psicologia oferece caminhos acessíveis, éticos e acolhedores para lidar com feridas internas. Abaixo, destacamos os principais sinais de que é hora de buscar acompanhamento psicológico especializado.

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1. O Sofrimento Está Interferindo no Cotidiano

Quando o trauma começa a afetar a rotina diária — seja no trabalho, nos estudos, no sono, na alimentação ou nas relações —, é um forte indicativo de que o corpo e a mente estão sobrecarregados. Dificuldade de concentração, desmotivação persistente, irritabilidade e sensação constante de esgotamento são sintomas comuns.

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Exemplo clínico: Uma pessoa que evita sair de casa por medo de ser atacada, mesmo sem uma ameaça real iminente, está vivendo um impacto disfuncional do trauma.

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2. Reações Desproporcionais a Situações Cotidianas

Explosões de raiva, crises de choro repentinas, ataques de pânico ou apatia profunda diante de eventos corriqueiros podem ser respostas emocionais desreguladas ligadas a memórias traumáticas não elaboradas. O organismo, nesse caso, reage como se estivesse revivendo o trauma, mesmo quando o perigo já passou.

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3. Sensação de Vazio, Culpabilidade ou Vergonha Excessiva

O trauma frequentemente destrói a autoestima da pessoa, gerando pensamentos autodepreciativos, sentimentos de inadequação, culpa por ter “permitido” o que aconteceu ou vergonha de compartilhar sua dor. Quando esses sentimentos se tornam paralisantes, a psicoterapia pode ajudar a reconstruir o valor pessoal e restaurar o senso de dignidade.

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4. Dificuldades de Relacionamento e Isolamento Social

Pessoas traumatizadas muitas vezes têm dificuldade em estabelecer vínculos saudáveis, confiantes e seguros. Elas podem evitar intimidade, sentir que “não pertencem” ou repetir padrões abusivos. Quando o isolamento começa a parecer mais seguro do que a conexão, é hora de buscar ajuda.

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5. Presença de Comportamentos Autodestrutivos ou Compulsivos

O trauma pode levar a comportamentos como automutilação, uso abusivo de álcool e drogas, distúrbios alimentares, impulsividade, trabalho excessivo ou negligência consigo mesmo. Esses comportamentos são estratégias de sobrevivência que servem para anestesiar a dor emocional, mas que trazem consequências graves a longo prazo.

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6. Histórico de Traumas Infantis Não Elaborados

Muitos adultos carregam traumas da infância sem sequer saber. Se você teve uma infância marcada por abandono, violência, críticas constantes, negligência emocional ou instabilidade familiar, e hoje sente dificuldades para confiar, se posicionar ou se valorizar, a psicoterapia pode ser um caminho de libertação.

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7. Diagnóstico de TEPT ou Outros Transtornos Relacionados

Se você já recebeu o diagnóstico de Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) ou apresenta sintomas compatíveis (revivência do evento, evitação, hipervigilância, alterações cognitivas e emocionais), é altamente recomendado iniciar ou retomar a psicoterapia. O tratamento é eficaz e pode devolver a qualidade de vida.

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Procurar ajuda psicológica não é esperar chegar ao limite. É decidir cuidar de si antes que a dor se torne insuportável. Quanto mais cedo se busca apoio, mais rápido e profundo pode ser o processo de cura.

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Como Escolher o Psicólogo Ideal para Tratar Traumas?

A escolha do profissional de psicologia é uma etapa essencial no caminho da superação de traumas. A qualidade da relação terapêutica, a formação do profissional, sua abordagem clínica e sua experiência com o tema influenciam diretamente nos resultados do tratamento. Isso porque o vínculo com o psicólogo é, muitas vezes, a primeira relação segura que a pessoa estabelece após viver situações de dor, quebra de confiança ou negligência emocional.

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Ao procurar um psicólogo, não basta apenas escolher “o mais próximo” ou “o mais barato”. É importante considerar diversos critérios que garantam um acompanhamento ético, empático e especializado. A seguir, apresentamos os principais pontos a observar ao buscar um profissional para tratar traumas:

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1. Verifique a Formação e o Registro Profissional

Todo psicólogo no Brasil deve possuir formação superior em Psicologia e registro ativo no Conselho Regional de Psicologia (CRP). É possível consultar a regularidade do profissional no site do CRP da sua região. Esse é o primeiro filtro para garantir que você está lidando com um profissional legalmente habilitado.

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2. Busque Psicólogos com Experiência em Trauma

Embora todo psicólogo tenha formação generalista, nem todos se especializam no atendimento a traumas. Procure por profissionais que tenham experiência específica ou cursos em áreas como:

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  • Psicotraumatologia
  • Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT)
  • Psicologia do Trauma
  • Psicologia do Desenvolvimento
  • Neuropsicologia clínica
  • Terapia do Esquema ou EMDR
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Dica prática: muitos profissionais indicam suas especialidades em seus sites, perfis de redes sociais, currículos Lattes ou plataformas de atendimento psicológico.

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3. Considere a Abordagem Terapêutica

A psicologia possui diversas abordagens teóricas, e algumas delas são especialmente eficazes para lidar com traumas. As mais indicadas incluem:

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  • Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC)
  • EMDR
  • Terapia Somática
  • Terapia do Esquema
  • Psicoterapia Psicodinâmica Relacional
  • Abordagens integrativas com foco em regulação emocional
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É válido perguntar ao psicólogo qual abordagem utiliza e como ela pode auxiliar na superação do trauma. Bons profissionais explicam seu método de forma clara e acessível.

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4. Avalie o Nível de Empatia e Segurança

Além da técnica, é essencial sentir-se à vontade, respeitado(a), escutado(a) e acolhido(a) pelo terapeuta. A confiança no vínculo terapêutico é um dos fatores mais importantes para o sucesso da psicoterapia. Na primeira sessão, observe:

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  • O profissional escuta com atenção e sem julgamentos?
  • Você sente liberdade para falar?
  • O ambiente transmite segurança e sigilo?
  • Existe abertura para suas dúvidas e receios?
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Se a resposta for sim, esse pode ser o psicólogo ideal para sua jornada.

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5. Avalie a Possibilidade de Atendimento Online ou Presencial

Hoje, com a regulamentação da psicoterapia online pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP), é possível receber acompanhamento psicológico de qualidade sem sair de casa. Isso é especialmente útil em casos de pessoas com mobilidade reduzida, que moram em cidades menores ou que se sentem mais confortáveis no ambiente doméstico.

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Verifique se o profissional oferece essa modalidade, e se utiliza plataformas seguras e éticas para a condução dos atendimentos.

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6. Reavalie Sempre que Necessário

É importante lembrar que você não é obrigado(a) a continuar com um profissional com quem não se sente à vontade. Se após algumas sessões você perceber que a relação terapêutica não está funcionando, é legítimo buscar outro psicólogo. A prioridade é sua saúde emocional, e encontrar um terapeuta com quem haja sintonia é parte do processo de cura.

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Escolher o psicólogo certo é como escolher um companheiro de viagem para um percurso profundo e transformador. Com o profissional adequado, o trauma deixa de ser um fardo isolado e passa a ser uma história que pode, enfim, ser recontada com dignidade e liberdade.

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Psicologia Também Ajuda a Prevenir Novos Traumas?

Sim, e essa é uma das contribuições mais valiosas da psicologia clínica: a prevenção de novos traumas emocionais, relacionais e existenciais. Ao contrário da visão limitada de que a psicologia serve apenas para "tratar feridas", essa ciência atua também de maneira preventiva, fortalecendo o indivíduo para lidar com desafios futuros, reconhecer situações de risco e interromper ciclos destrutivos antes que eles se repitam.

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Trauma não é apenas aquilo que aconteceu, mas também o que continua se repetindo porque não foi compreendido, elaborado e transformado. Nesse sentido, a psicoterapia se apresenta como um espaço de educação emocional, de construção de consciência e de desenvolvimento de ferramentas psíquicas que protegem o sujeito de novas experiências desestabilizadoras.

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1. Fortalecimento da Estrutura Psíquica

Uma das formas mais eficazes de prevenir novos traumas é investir no fortalecimento da estrutura psíquica, ou seja, na capacidade interna da pessoa de lidar com frustrações, perdas, rejeições, críticas e eventos imprevistos sem colapsar emocionalmente.

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A psicoterapia atua justamente nesse ponto, oferecendo:

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  • Desenvolvimento de resiliência emocional
  • Expansão da tolerância à frustração
  • Melhoria da capacidade de enfrentamento (coping)
  • Redução de impulsividade e reatividade
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Com esses recursos, o indivíduo não apenas se protege de novas dores, mas amplia sua capacidade de responder com consciência ao invés de reagir com desespero.

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2. Identificação de Padrões Repetitivos e Relações Tóxicas

Pessoas traumatizadas tendem a repetir padrões inconscientes em seus vínculos — por exemplo, se relacionar com pessoas que lembram agressores passados, aceitar abusos por medo da solidão ou reviver antigas feridas em novas situações.

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A psicologia ajuda a identificar esses ciclos inconscientes antes que eles se concretizem novamente, possibilitando escolhas mais saudáveis. O paciente aprende a:

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  • Reconhecer sinais de alerta em relações e ambientes
  • Estabelecer limites firmes e assertivos
  • Recusar dinâmicas de dominação, manipulação ou negligência
  • Se posicionar com clareza diante de ameaças emocionais
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Essa clareza é um fator essencial na prevenção de traumas relacionais e emocionais.

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3. Promoção da Autonomia e do Autocuidado

A psicoterapia estimula o sujeito a assumir responsabilidade por sua própria vida emocional, reconhecendo suas necessidades, seus limites e suas prioridades. Esse processo fortalece o senso de agência e reduz a vulnerabilidade a situações de abuso, exploração ou colapso psíquico.

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Além disso, a psicologia atua diretamente na educação sobre autocuidado — físico, emocional, social e espiritual —, o que é vital para manter o equilíbrio mental em contextos adversos.

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4. Prevenção Intergeracional de Traumas

Outro aspecto poderoso da psicologia é sua atuação na quebra da transmissão intergeracional de traumas. Quando uma pessoa elabora suas dores, ela deixa de repassar padrões disfuncionais aos filhos, companheiros, familiares e comunidade.

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Isso é especialmente importante em famílias marcadas por ciclos de abandono, violência, dependência ou negligência emocional. A cura de uma geração pode transformar todas as outras.

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5. Preparação para Situações de Alto Estresse

Em contextos específicos — como gravidez, luto, mudança de país, exposição a riscos profissionais (médicos, policiais, bombeiros, professores, etc.) —, a psicologia oferece suporte preventivo, preparando o indivíduo para lidar com eventos de alto impacto sem desenvolver traumas.

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Nesses casos, a psicoterapia funciona como um “vacino emocional”, ampliando a consciência, ensinando técnicas de autorregulação e oferecendo suporte antes que o sofrimento se instale.

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A psicologia não apenas cura o que já doeu — ela protege o que ainda pode ser salvo. Fortalecer a mente é, portanto, um ato de cuidado preventivo, que transforma vulnerabilidade em força e medo em lucidez.

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Depoimentos e Histórias de Superação

Ler sobre experiências reais de pessoas que enfrentaram seus traumas e encontraram na psicoterapia um caminho de cura pode ser profundamente inspirador. Muitas vezes, quem vive com dor emocional acredita estar sozinho — mas, ao conhecer outras trajetórias, percebe que a superação é possível, mesmo diante das feridas mais profundas.

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Embora nomes e detalhes sejam alterados para preservar o sigilo, os relatos a seguir refletem vivências verdadeiras de pacientes que encontraram na psicologia um espaço de acolhimento, transformação e renascimento.

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Caso 1: Mariana, 34 anos — Silêncio Pós-Trauma

“Fui assaltada com violência aos 28 anos, e depois disso minha vida parou. Tinha medo de sair de casa, acordava com pesadelos, evitava falar do assunto. Por três anos tentei fingir que estava tudo bem, até que comecei a ter crises de pânico e não consegui mais ir ao trabalho. Procurei uma psicóloga especializada em trauma e, aos poucos, comecei a falar. Não foi fácil. Mas com o EMDR e muito acolhimento, consegui reorganizar minha mente e meu corpo. Hoje, ainda me cuido, mas consigo viver com liberdade. A psicologia me deu meu presente de volta.”

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Caso 2: Felipe, 41 anos — O Menino Invisível

“Vivi uma infância de abandono emocional. Meus pais estavam sempre ausentes, e cresci achando que não tinha valor. Na vida adulta, me tornei um profissional bem-sucedido, mas me sentia vazio, sem vínculos reais. Foi na terapia que entendi que eu carregava um trauma de negligência e aprendi a cuidar daquele menino que ninguém viu. Foram anos de reconstrução. Hoje, tenho relações mais saudáveis e consigo me amar de verdade.”

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Caso 3: Joana, 26 anos — Quando a Dor Não Tem Nome

“Não lembrava de nada específico, mas sempre me sentia quebrada. A psicoterapia ajudou a montar o quebra-cabeça da minha história. Descobrimos que eu havia sofrido abuso emocional na infância e que isso afetava todas as minhas relações. Não foi um processo rápido, mas foi libertador. Hoje, tenho voz, me reconheço e construo uma vida com mais consciência.”

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Por Que Compartilhar Histórias Ajuda na Cura Coletiva

O compartilhamento de experiências ajuda a normalizar o sofrimento psíquico, a combater o estigma da terapia e a abrir espaço para a empatia e a identificação. Além disso, ver histórias de superação gera esperança — e, muitas vezes, é esse fio de esperança que leva alguém a dar o primeiro passo rumo à cura.

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Você também pode ter uma história diferente da que viveu até hoje. A psicologia está aqui para ajudar a escrevê-la com você.

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Conclusão: Como a Psicologia Ajuda na Superação de Traumas

Superar um trauma não é esquecer o que aconteceu — é aprender a viver com o passado sem que ele defina o presente. É retomar o poder sobre a própria vida, reconstruir a confiança no mundo e, principalmente, na própria capacidade de seguir em frente. Para isso, a psicologia oferece não apenas ferramentas técnicas, mas um espaço seguro de escuta, acolhimento e transformação.

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Ao longo deste artigo, vimos que o trauma psicológico pode se manifestar de diferentes formas e em diferentes momentos da vida, influenciando relações, saúde física, autoestima e até a construção da identidade. Também compreendemos que a superação do trauma não é um processo linear, e sim uma jornada profunda que exige coragem, apoio e tempo — e que se torna muito mais possível quando conduzida com acompanhamento terapêutico.

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A psicologia atua em todas as etapas desse caminho: identificando os efeitos do trauma, nomeando o sofrimento, oferecendo técnicas baseadas em evidências e guiando o paciente na ressignificação da própria história. Abordagens como TCC, EMDR, terapia somática e psicoterapia psicodinâmica são apenas algumas das possibilidades clínicas eficazes que promovem alívio, cura e crescimento.

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Além de tratar as feridas, a psicologia previne novas dores, rompe ciclos de repetição, fortalece o eu e resgata o sentido de vida. Ela permite que o trauma deixe de ser um ponto final e se torne apenas uma vírgula — um trecho da história que foi doloroso, mas que não mais aprisiona.

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Se você carrega marcas que ninguém vê, saiba que sua dor é legítima. E mais: ela pode ser cuidada, acolhida e ressignificada. Buscar ajuda psicológica é um ato de coragem e amor-próprio. É declarar que sua história merece um novo capítulo — escrito com consciência, presença e liberdade.

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Porque sim, a psicologia ajuda — e muito — na superação de traumas.

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FAQ – Perguntas Frequentes sobre Psicologia e Trauma

1. A psicologia pode curar completamente um trauma?

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A psicologia não "apaga" o que aconteceu, mas oferece ferramentas para elaborar, ressignificar e integrar a experiência traumática de forma saudável. Isso significa que o trauma deixa de controlar a vida da pessoa. Em muitos casos, os sintomas desaparecem completamente; em outros, tornam-se leves e gerenciáveis. O objetivo não é esquecer, mas vivenciar o presente com liberdade emocional.

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2. Terapia online funciona para traumas?

Sim. A terapia online é regulamentada no Brasil e tem se mostrado tão eficaz quanto a presencial, especialmente quando conduzida por profissionais experientes em trauma. As abordagens como EMDR adaptado, TCC e técnicas de regulação emocional podem ser aplicadas à distância com excelentes resultados. É importante garantir que o ambiente virtual seja seguro, privado e estável para o paciente.

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3. Posso fazer terapia mesmo que meu trauma tenha acontecido há muitos anos?

Com certeza. Não existe prazo de validade para procurar ajuda psicológica. Muitas pessoas iniciam a psicoterapia décadas após o evento traumático e ainda assim experimentam profundas transformações. O trauma pode estar ativo no presente mesmo quando o evento ficou no passado — e a psicologia ajuda a tratar essas marcas com respeito e eficácia, independentemente do tempo transcorrido.

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4. Crianças também podem se beneficiar da psicoterapia para traumas?

Sim. Crianças são altamente sensíveis ao trauma e precisam de intervenção precoce para prevenir impactos no desenvolvimento emocional e cognitivo. Psicólogos infantis utilizam métodos como ludoterapia, EMDR adaptado, narrativa terapêutica e trabalho com famílias para ajudar na elaboração das experiências difíceis. Quanto mais cedo o atendimento, maiores as chances de recuperação saudável.

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5. Existe prevenção para traumas emocionais?

Embora não seja possível evitar todos os eventos adversos da vida, é possível prevenir que eles se transformem em traumas. Isso ocorre por meio de:

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  • Apoio emocional e social adequado
  • Educação emocional e autoconhecimento
  • Capacidade de resiliência psíquica
  • Psicoterapia preventiva em fases de transição, estresse ou luto
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A psicologia tem papel fundamental tanto na prevenção quanto na intervenção, atuando como aliada da saúde mental em todos os ciclos da vida.

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Referências Bibliográficas (ABNT)

AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais: DSM-5. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2014.

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LEVINE, Peter A. O despertar do tigre: curando o trauma. São Paulo: Summus, 1999.

Leia mais

VAN DER KOLK, Bessel. O corpo guarda as marcas: cérebro, mente e corpo na cura do trauma. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2017.

Leia mais

SHAPIRO, Francine. EMDR: Eye Movement Desensitization and Reprocessing — princípios básicos, protocolos e procedimentos. Porto Alegre: Artmed, 2013.

Leia mais

CLOITRE, Marylene et al. The ISTSS Expert Consensus Treatment Guidelines for Complex PTSD in Adults. International Society for Traumatic Stress Studies, 2012.

Leia mais

YOUNG, Jeffrey. Terapia do esquema: guia do terapeuta. Porto Alegre: Artmed, 2008.

Leia mais

WORLD HEALTH ORGANIZATION. Guidelines for the management of conditions that are specifically related to stress. Geneva: WHO, 2013.

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